Diário Local
Eleições 2026

Lula e Flávio Bolsonaro participam do primeiro debate do segundo turno das eleições

Encontro ocorre nos estúdios da Band, em São Paulo, a uma semana da votação que define o novo presidente da República

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro participam, na noite deste domingo (18), do primeiro debate do segundo turno das eleições de 2026. O encontro ocorre nos estúdios do Grupo Bandeirantes, em São Paulo, a uma semana da votação que definirá o próximo presidente da República, marcada para o próximo domingo (25).

Este é o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio nesta etapa da campanha. Os candidatos não estiveram presentes no debate promovido pela Band em 23 de agosto, durante o primeiro turno, que contou com a participação de Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury.

O debate acontece em um momento de disputa acirrada. Dados da pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira (15), indicam Flávio Bolsonaro com 47% das intenções de voto e Lula com 45%. Já o levantamento Quaest, de quarta-feira (14), apontou Flávio com 46% e Lula com 44%. Em ambos os cenários, os candidatos aparecem tecnicamente empatados.

Como funciona a dinâmica do debate?

O confronto é dividido em três blocos. O primeiro consiste em perguntas dos apresentadores para cada candidato, seguido por um período de 30 minutos de confronto direto. Cada candidato dispõe de um banco de 15 minutos para administrar o tempo durante esse confronto.

No segundo bloco, após novas perguntas dos apresentadores, um candidato tem o direito de perguntar diretamente ao adversário. O terceiro bloco repete a dinâmica de perguntas, confrontos diretos e encerra com as considerações finais de cada um.

Segurança pública é o tema inicial

A primeira rodada de perguntas abordou a segurança pública, tratando de temas como o domínio de territórios por facções e milícias, o avanço do crime organizado e a redução da maioridade penal. Flávio Bolsonaro afirmou que, caso eleito, declarará "guerra ao narcoterrorismo" e classificará o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas.

O senador defendeu o uso da lei antifacção para que líderes de organizações criminosas possam cumprir penas de até 80 anos de prisão. Flávio também criticou a política de desencarceramento adotada pelo atual governo e disse que pretende recuperar territórios dominados pelo crime.

Lula, ao chegar ao evento, destacou que espera um debate que esclareça as propostas de cada candidato à sociedade. O presidente afirmou que busca discutir o Brasil e espera uma "aula de civilidade" durante o encontro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.