Diário Local
Política

Lula liga para advogada agredida pela Polícia Militar em Santa Catarina e presta solidariedade

O presidente conversou com Fernanda Klitzke após abordagem policial em Jaraguá do Sul resultar em agressões e disparos de borracha.

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com a advogada Fernanda Klitzke (PT), suplente na chapa de Décio Lima para o Senado por Santa Catarina, para prestar solidariedade após ela ter sido agredida durante uma abordagem da Polícia Militar (PM) em Jaraguá do Sul (SC). A ligação aconteceu no domingo (13).

Durante a conversa, Klitzke relatou os detalhes da ação policial ocorrida na noite de sábado (12), durante uma confraternização de militantes e apoiadores. Registros em vídeo mostram a advogada sendo derrubada, recebendo chutes e sendo atingida por disparos de bala de borracha durante a abordagem.

O episódio foi levado ao conhecimento do presidente pela deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC). Segundo a parlamentar, a advogada tentou intervir na ação na condição de profissional do Direito, mas acabou sendo encaminhada ao hospital e à delegacia após a ocorrência.

O vídeo da ligação entre Lula e a advogada foi divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (16). Na chamada, o presidente disse: “Estou ligando para te dar minha solidariedade, querida. E quando eu for aí, no dia 19, eu quero te dar um abraço”.

O que diz a Polícia Militar?

A Polícia Militar de Santa Catarina informou que foi acionada para atender uma ocorrência de perturbação do sossego e ameaça. De acordo com a corporação, uma moradora relatou ter sofrido ameaças após pedir a redução do volume de um carro que reproduzia jingles políticos.

A PM afirmou que houve resistência durante a abordagem e que uma policial sofreu uma lesão na mão. A corporação declarou que o emprego da força será analisado e que os fatos serão apurados pela Corregedoria-Geral, ressaltando que não atribui motivação política à abordagem.

Reação do PT

O Partido dos Trabalhadores (PT) classificou o episódio como um caso de violência política. O presidente nacional da sigla, Edinho Silva, manifestou-se sobre o caso e afirmou que a instituição não aceitará violência contra a mulher.

Edinho Silva também solicitou uma apuração rigorosa, célere e transparente sobre o ocorrido. O caso segue sendo acompanhado por lideranças do partido em Santa Catarina após a divulgação das imagens da abordagem.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.