Lula atribui ao PT descobertas de petróleo no Amapá e no pré-sal à pesquisa
Em ato de campanha em Natal, presidente afirmou que avanços decorrem de investimentos em pesquisa realizados durante seus governos.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu ao Partido dos Trabalhadores (PT) as descobertas de petróleo na Margem Equatorial e no pré-sal. Durante ato de campanha realizado nesta quinta-feira (20), em Natal (RN), ele afirmou que os avanços decorrem da capacidade de investimento em pesquisa realizada durante seus governos.
Lula declarou que as descobertas na região da Margem Equatorial e no pré-sal são resultados de investimentos em pesquisa e não de sorte. O presidente utilizou o evento, ocorrido no estacionamento da Arena das Dunas, para defender a estratégia de exploração da Petrobras sob as gestões do PT.
O presidente comparou a emoção do momento atual com a descoberta do pré-sal, anunciada em 2007, durante seu segundo mandato. Segundo Lula, o processo é semelhante ao que viveu quando o então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, informou sobre o novo reservatório em seu gabinete.
A declaração ocorre após uma visita feita pelo presidente a bordo de um navio-sonda da Petrobras na última segunda-feira (17). Durante a atividade, Lula destacou que a decisão de apostar na gestão de Magda Chambriard, atual presidente da estatal, e insistir na pesquisa na região foi acertada.
Status da Margem Equatorial
A confirmação de que há petróleo na bacia sedimentar da Margem Equatorial, situada na costa do Amapá, foi feita pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, no domingo (16). A executiva afirmou que a empresa mantém o otimismo em relação às reservas encontradas.
Apesar dos dados positivos, a atuação da Petrobras na Margem Equatorial ainda é classificada como fase exploratória. Nesse período, a companhia realiza a perfuração de poços para verificar o volume, a qualidade e a viabilidade econômica dos reservatórios identificados.
Até o momento, o petróleo encontrado na região não é considerado uma descoberta comercial. A estatal ainda precisa concluir as perfurações e abrir poços de teste para decidir sobre o início efetivo da produção na área.
A exploração na costa do Amapá segue como um ponto estratégico para a companhia, que utiliza a perfuração para definir se os reservatórios possuem escala para exploração industrial.
