Silas Malafaia defende deputado Sóstenes Cavalcante e critica ministro Flávio Dino
Líder religioso nega suspeitas de desvio de verba parlamentar e justifica origem de dinheiro apreendido com deputado do PL.
Por Diário Local
O pastor Silas Malafaia defendeu o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) nesta segunda-feira (6/7), após o avanço de investigações da Polícia Federal (PF) sobre um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar. Em vídeo, o líder religioso negou as suspeitas contra o parlamentar e criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que é o relator do caso.
Sobre o montante de R$ 468,7 mil apreendido em espécie com o deputado, Malafaia afirmou que o valor é proveniente da venda de um imóvel. Segundo o pastor, Sóstenes comprou a residência em 2023, declarou o bem no Imposto de Renda e a colocou à venda em março de 2025.
O líder religioso detalhou que o imóvel foi vendido posteriormente a um pecuarista e advogado pelo valor de R$ 500 mil em dinheiro. Malafaia rebateu questionamentos sobre o registro da transferência, argumentando que o processo foi realizado dentro do ano e que a responsabilidade pelo registro é de quem compra.
Quanto às suspeitas de irregularidade no uso de verba parlamentar para aluguel de veículos, Malafaia classificou as acusações como "safadeza". Ele afirmou que o contrato de locação era legítimo e que o automóvel era efetivamente utilizado pelo parlamentar, relatando que já pegou carona no veículo para ir ao Congresso Nacional.
O pastor também desafiou a Polícia Federal a quebrar o sigilo telefônico dos envolvidos para comprovar que o deputado não possui relação com os advogados citados na investigação. Durante o pronunciamento, Malafaia direcionou ataques ao ministro Flávio Dino, chamando o magistrado de "comunista do pior ramo".
O que diz a Polícia Federal?
A Polícia Federal informou ao STF que rastreou a origem do dinheiro apreendido com o parlamentar até dois irmãos advogados. A corporação investiga esses profissionais por movimentarem mais de R$ 15 milhões em saques em espécie, utilizando empresas de um mesmo grupo para tentar dificultar o rastreamento dos recursos.
O caso faz parte da terceira fase da Operação Rent a Car, que apura desvios na Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) por meio de locação de veículos. Embora Sóstenes Cavalcante não tenha sido o alvo direto desta etapa da operação, a PF aponta inconsistências na versão do deputado sobre a origem do dinheiro e a venda do imóvel.
A investigação busca entender a dinâmica de movimentação financeira que, segundo a PF, teria o objetivo de ocultar a origem e o destino final das verbas. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal.
