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Segurança

Ministério da Justiça identifica 40 mil amostras de DNA de corpos sem identificação no país

Dados do Ministério da Justiça mostram que amostras em IMLs de todo o Brasil ainda não entraram nos sistemas oficiais de identificação.

Por Redação Diário Local

Cerca de 40 mil corpos sem identificação estão armazenados em Institutos Médico Legais (IMLs) de todo o Brasil e ainda não foram incluídos nos bancos de DNA do país. O levantamento foi realizado pelo Ministério da Justiça e visa ampliar as ferramentas usadas para localizar parentes e estabelecer a identidade de pessoas falecidas.

Os dados foram divulgados pela Coordenação de Políticas sobre Pessoas Desaparecidas durante o anúncio da 4ª edição de uma mobilização nacional. A campanha tem como objetivo estimular familiares de pessoas desaparecidas a doarem material genético para os bancos de dados oficiais.

De acordo com a coordenação, as amostras identificadas passarão por uma etapa de análise e confirmação técnica. Após esse processo, será montado um cronograma junto aos estados para processar o material e integrá-lo definitivamente aos bancos de DNA.

Como funciona a identificação por DNA?

O processo de identificação ocorre por meio da comparação de materiais genéticos entre doadores e amostras de corpos. A coleta do material dos familiares é realizada, habitualmente, por laboratórios das polícias civis de cada estado.

Uma vez coletado, o DNA dos doadores é cruzado com as amostras de pessoas mortas que já constam nos bancos de dados. O objetivo é encontrar correspondências que permitam dar nome e identidade a quem morreu sem registro.

A medida é necessária diante do volume de casos no país, onde são registrados cerca de 80 mil boletins de ocorrência de desaparecimento todos os anos. O aumento do número de amostras coletadas é fundamental para elevar as chances de resolução dos casos.

Cenário atual de amostras e resultados

Atualmente, os bancos de DNA brasileiros contam com 14.139 amostras de corpos sem identificação. Além desses registros, constam no sistema o material genético de 10.574 pessoas que buscam por parentes desaparecidos.

A estratégia de mobilização nacional tem apresentado resultados práticos na identificação de pessoas. Até o momento, o cruzamento de dados genéticos já permitiu a identificação de 815 pessoas no Brasil.

Desse total de identificados, 112 pessoas foram reconhecidas após coletas realizadas durante as mobilizações promovidas nos anos de 2024 e 2025. A continuidade das campanhas busca acelerar o processo de identificação em todo o território nacional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.