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Política

Fernando Haddad critica vazamento de dados sigilosos e afirma confiar na Polícia Federal

Candidato ao governo de São Paulo defendeu a atuação da PF como instituição, mas alertou que a polarização política pode atingir o Estado

Por Redação Diário Local

O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou, nesta segunda-feira (24), o vazamento de dados sigilosos de investigações, mas declarou confiar na atuação da Polícia Federal (PF) como instituição. Durante sabatina, o petista afirmou que a população não pode ser ingênua ao acreditar que a polarização política não atinge as instituições do Estado.

Haddad foi questionado sobre alegações de perseguição política dentro da corporação contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O candidato afirmou que não se deve combater o crime com o crime e defendeu que o papel de cidadãos é impedir que a política interfira no dever de investigar do Estado.

O candidato também comentou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, de determinar a abertura de investigação sobre o vazamento de informações. Haddad classificou a medida como correta para apurar os fatos. Ele ressaltou que, embora confie na PF como instituição, não acredita que todos os seus integrantes sejam isentos de erros.

Entenda o caso envolvendo Lulinha e Marcola

As investigações apuram movimentações financeiras envolvendo Lulinha, Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Marcola foi chefe de gabinete do presidente Lula entre janeiro de 2023 e julho de 2016. A investigação aponta que Roberta Luchsinger realizou transferências para Marcola, estimadas em cerca de R$ 80 mil.

Segundo as apurações, Luchsinger possui vínculos com o filho do presidente e é citada em investigações de fraudes na Previdência Social. Mensagens apreendidas indicam discussões sobre operações comerciais e a possibilidade de manter recursos em contas no exterior, como em Luxemburgo. Lulinha é alvo de inquéritos que incluem suspeita de tráfico de influência.

O que dizem as defesas

A defesa de Lulinha classificou o episódio como um "vazamento criminoso". O advogado Marco Aurélio Carvalho alegou que há um objetivo de influenciar o processo eleitoral utilizando o filho do presidente sem provas que o incriminem. A defesa também contestou as motivações por trás da divulgação das informações.

Em nota, a assessoria de Marcola criticou o que chamou de vazamento seletivo, afirmando que o objetivo é distorcer fatos para interferir no pleito. Sobre os valores financeiros, a defesa declarou que os pagamentos foram referentes a um empréstimo pessoal integralmente quitado. A nota reforça que Marcola jamais encaminhou documentos sobre licitações ou compras no Ministério da Saúde ou na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.