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Justiça Eleitoral

Coligação de oposição pede retirada de posts de Tarcísio de Freitas sobre Festa de Barretos

Coligação de partidos acusa governador de usar evento de grande público para fazer manifestações de caráter eleitoral.

Por Redação Diário Local

A Coligação Desperta São Paulo, composta pelos partidos PT, PSB e PSOL, protocolou uma representação na Justiça Eleitoral contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O grupo pede a retirada de publicações sobre a Festa do Peão de Barretos e a proibição de novas participações de natureza política em eventos semelhantes durante a campanha.

O pedido foi apresentado neste domingo (23). A coligação argumenta que o governador utilizou um evento de entretenimento de grande alcance para realizar manifestações com caráter eleitoral, o que configuraria a prática de showmício, atividade vedada pela legislação brasileira.

De acordo com a representação, o uso de uma estrutura voltada ao lazer e a shows de artistas para transmitir mensagens favoráveis a candidaturas é irregular. Os partidos sustentam que o público presente não compareceu ao evento para acompanhar atividades políticas, mas foi exposto a discursos de natureza eleitoral em uma arena lotada.

A movimentação ocorre após a participação de Tarcísio no evento no sábado (22). Na ocasião, o governador esteve acompanhado de Flávio Bolsonaro (PL).

Durante o evento, o governador fez menção a Jair Bolsonaro, agradecendo ao ex-presidente pelo apoio político recebido. Ele também realizou elogios a Flávio Bolsonaro, associando o parlamentar à defesa do agronegócio e a valores atribuídos ao pai.

A Festa do Peão de Barretos é um evento de grande público, que conta com apresentações de artistas como Gusttavo Lima, Fernando & Sorocaba e Nattan.

Em resposta à representação, a assessoria de Tarcísio de Freitas afirmou que a presença do governador no evento foi breve. A equipe de comunicação declarou que a participação não alterou a programação oficial da festa.

A campanha do governador nega qualquer irregularidade no episódio. Segundo a defesa, houve apenas uma saudação ao público, sem que ocorresse pedido explícito de voto ou qualquer referência direta ao processo eleitoral em curso.

Os defensores de Tarcísio sustentam que o episódio não pode ser enquadrado como propaganda eleitoral irregular. A equipe jurídica informou que apresentará os argumentos necessários junto à Justiça Eleitoral para rebater as acusações.

O que os partidos alegam na Justiça?

Os partidos que moveram a ação focam no enquadramento jurídico do uso de estruturas de entretenimento para fins de campanha. A tese é de que a exposição de mensagens políticas em ambientes de lazer desnatura o propósito do evento para o espectador.

Para a coligação, a manifestação de Tarcísio em um ambiente com artistas de renome nacional aproxima o ato da figura do showmício. O objetivo da medida é garantir que o período eleitoral siga as normas de igualdade de condições entre os candidatos.

A representação busca, portanto, uma medida que impeça novas aparições com o mesmo teor durante o restante do período de campanha.

Qual a posição da defesa de Tarcísio?

A defesa do governador reforça que não houve abuso de poder ou uso indevido da máquina pública ou de estruturas privadas para fins eleitorais. A argumentação foca na brevidade da fala e na ausência de comandos de votação.

O posicionamento oficial da campanha reitera que o governador agiu dentro dos limites permitidos, tratando o momento como uma saudação protocolar a um público presente em um evento de caráter cultural e agropecuário.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.