Moraes vota para manter presa ex-secretário acusado de ligação com Comando Vermelho
O ministro Alexandre de Moraes rejeitou pedido da defesa de ex-secretário acusado de receber propina da facção Comando Vermelho.
Por Redação Diário Local
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, em julgamento virtual nesta sábado (8), para que o advogado Alessandro Pitombeira Carracena permaneça preso. O ex-secretário é acusado de receber propina do Comando Vermelho (CV).
O voto de Moraes ocorre no âmbito de um pedido de liberdade apresentado pela defesa de Carracena. O advogado, que foi secretário municipal de Ordem Pública do Rio e exerceu cargos no governo estadual, está detido desde setembro de 2025 após ser alvo das operações Zargun e Anomalia.
O que dizem as investigações?
Segundo a Polícia Federal, Carracena fazia parte do núcleo político da organização criminosa Comando Vermelho. A investigação aponta que ele repassava informações privilegiadas sobre operações policiais em áreas controladas pela facção.
As apurações indicam ainda que o traficante Gabriel Dias de Oliveira, apontado como um dos chefes do CV, mantinha contato direto com o advogado. As operações Zargun e Anomalia visam apurar relações entre a facção e o tráfico de influência.
Decisão sobre as provas
A defesa de Carracena também solicitou que as provas encontradas no celular do investigado fossem consideradas ilícitas. O argumento é de que os dados foram extraídos sem o acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de advogados de defesa.
No entanto, o ministro Alexandre de Moraes afastou a alegação de violação da cadeia de custódia das provas. Segundo o ministro, não existem evidências concretas que sustentem essa tese, descartando também a hipótese de comprometimento do sigilo das comunicações profissionais do advogado.
Outros investigados
Além do caso de Carracena, Moraes votou para negar pedidos de outros investigados relacionados à Operação Anomalia. O ministro defendeu a manutenção da prisão do policial militar Flávio Cosme Menezes Pereira.
O ministro também votou para que Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, ex-assessor parlamentar, permaneça detido em uma penitenciária federal. O julgamento na Primeira Turma do STF conta ainda com a participação dos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
