Investigação da PF sobre lavagem de dinheiro gera comparações a operador de Collor em Brasília
Apurações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e fraudes no INSS levam bastidores de Brasília a compararem advogado a ex-operador de Collor
Por Redação Diário Local
O advogado e empresário Willer Tomaz é alvo de investigações da Polícia Federal (PF) que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro em operações de apostas on-line e possíveis irregularidades envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As apurações buscam esclarecer movimentações financeiras de alto valor e eventuais conexões entre o advogado e agentes políticos.
O avanço das diligências da PF fez com que o nome de Tomaz passasse a ser comparado, nos bastidores de Brasília, ao de Paulo César Farias, conhecido como PC Farias. O antigo articulador financeiro do governo de Fernando Collor de Mello ganhou notoriedade nacional no contexto de escândalos que contribuíram para a crise política de 1992.
No caso de Tomaz, as investigações concentram-se também em supostas irregularidades relacionadas a descontos indevidos em benefícios de aposentadorias e pensões pagos pelo INSS. A Polícia Federal trabalha para entender a dinâmica dessas operações e o fluxo de recursos envolvidos.
Investigação sobre vínculo com Flávio Bolsonaro
A Polícia Federal também apura possíveis vínculos entre o advogado e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). De acordo com os elementos levantados pela PF, existem registros que apontam conexões entre os dois, incluindo viagens, relações empresariais e movimentações financeiras.
As apurações sobre a relação entre o parlamentar e o empresário buscam identificar se houve qualquer irregularidade na natureza dessas transações e parcerias comerciais.
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro negam irregularidades
Tanto Willer Tomaz quanto o senador Flávio Bolsonaro negam a existência de qualquer conduta ilícita nas relações que estão sob análise das autoridades. Os envolvidos sustentam que as atividades e conexões citadas são lícitas.
O senador Flávio Bolsonaro declarou que mantém apenas uma relação de amizade com o advogado. A defesa do empresário também nega as suspeitas levantadas pelas investigações em curso.
