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Política

Conselho do MPF abre investigação sobre citações a Paulo Gonet em mensagens de Daniel Vorcaro

Conselho Superior do Ministério Público Federal instaurou procedimento para apurar menções ao procurador-geral da República em mensagens analisadas pela PF.

Por Redação Diário Local

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) instaurou nesta sexta-feira (4) um procedimento interno para investigar citações ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. As menções foram identificadas em mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A abertura da apuração ocorreu após uma representação apresentada por parlamentares do partido Novo. A medida visa analisar o conteúdo das mensagens sob os aspectos institucional e regulamentar do órgão.

De acordo com o material apresentado pelos parlamentares, as informações obtidas pela Polícia Federal indicam interlocuções que teriam como destinatários o próprio procurador-geral ou membros de seu núcleo familiar. O conteúdo inclui tratativas de contatos e um convite para um evento no exterior destinado a um familiar de Gonet.

Os parlamentares do Novo não apontam a prática de crime por parte de Paulo Gonet. O argumento apresentado é de que as informações levantam uma questão institucional que precisa ser analisada pelo Ministério Público Federal (MPF).

O CSMPF ressaltou que a instauração do procedimento não representa uma conclusão sobre a existência de eventuais irregularidades cometidas pelo procurador-geral. Como parte do processo, Gonet terá o prazo de dez dias para se manifestar sobre as citações.

Até o momento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não emitiu qualquer posicionamento oficial sobre o caso. A investigação ganhou corpo a partir de um relatório da Polícia Federal que apura as atividades de Daniel Vorcaro.

O referido relatório da PF também menciona supostas relações entre o ex-banqueiro e outras autoridades. Entre os nomes citados no documento estão o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O procedimento segue agora os ritos internos do Conselho Superior para determinar se as interlocuções encontradas desrespeitaram normas de conduta ou regulamentos da instituição.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.