Diário Local
Política

Eduardo Paes pede cassação da chapa de Douglas Ruas ao TRE-RJ por suspeita de compra de votos

Ação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro questiona o uso de panfletos e suspeitas de compra de votos na eleição.

Por Redação Diário Local

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), apresentou uma representação ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) pedindo a cassação da chapa composta pelo governador eleito, Douglas Ruas (PL), e pela vice, Fernanda Louback. A ação questiona a ocorrência de compra de votos e a divulgação de informações falsas durante o pleito de 2026.

Além do pedido de cassação, os advogados de Paes solicitaram que Douglas Ruas e Fernanda Louback sejam declarados inelegíveis pelo período de 8 anos. Segundo a representação, as irregularidades teriam sido utilizadas para influenciar o resultado da disputa e confundir os eleitores.

Quais são as irregularidades apontadas?

Um dos focos da ação é a produção de 100 mil panfletos com o título “Douglas Ruas – Evangélico”, financiados pelo Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). De acordo com a defesa de Paes, o material atribuía ao ex-prefeito posições favoráveis ao aborto, à liberação de drogas e à adoção de banheiros unissex, com o intuito de afastar o eleitorado religioso.

A representação também questiona a distribuição de materiais intitulados “Rio Escolhe”, que associavam Paes ao Partido dos Trabalhadores (PT), e o uso de fotos do ex-prefeito acompanhadas do número 22, utilizado na campanha de Ruas. Paes concorria com o número 55, do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

A ação cita ainda que 204.309 eleitores do Rio de Janeiro digitaram o número 13 na votação para governador, o que gerou a anulação desses votos. Os advogados pedem que a Justiça Eleitoral investigue se tais materiais contribuíram para prejudicar a candidatura de Paes.

Suspeitas de compra de votos

A representação reúne outros episódios que podem indicar práticas de compra de votos. Um deles refere-se à apreensão de R$ 600 mil em dinheiro e planilhas com Priscila Alencar dos Santos, filha da deputada federal Soraya Santos (PL), em Niterói. A defesa pede a investigação sobre a origem e o destino dos valores.

Outro relato mencionado ocorreu em Teresópolis, no dia da votação, quando materiais de campanha de Ruas, um crachá de fiscal partidário e R$ 2 mil foram encontrados dentro de um veículo. A ação também aborda relatos de redes sociais sobre possíveis pagamentos de R$ 50 a R$ 200 em troca de votos.

Para apurar as denúncias sobre os pagamentos, os advogados solicitaram que as plataformas digitais forneçam informações sobre mais de 60 perfis que divulgaram os relatos. As acusações serão analisadas pela Justiça Eleitoral. Até o momento, as suspeitas não foram comprovadas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.