Patrimônio de Flávio Bolsonaro cresceu 370% em oito anos, aponta declaração ao TSE
Candidato do PL à Presidência da República declarou R$ 8,1 milhões ao TSE nesta quinta-feira (13); mansão no DF é principal bem.
Por Redação Diário Local
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, declarou um patrimônio de R$ 8.186.555,83 ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (13). O valor registrado representa um salto de 370% em relação ao montante informado pelo senador durante a eleição de 2018.
Na declaração deste ano, o principal item listado é uma mansão localizada no Lago Sul, região nobre do Distrito Federal, avaliada em R$ 6.226.043,80. O senador também registrou um fundo de investimento em cotas multimercado no valor de R$ 1.090.520,47.
A lista de bens inclui ainda saldos em contas bancárias e poupança, além de um veículo do ano 2014, avaliado em R$ 133.000,00. Outros ativos declarados somam aplicações em CDB no Banco do Brasil, quotas de capital em sociedades e valores em bancos diversos.
O histórico de declarações ao TSE mostra uma trajetória de crescimento patrimonial. Em 2018, quando foi eleito senador pelo Rio de Janeiro, o parlamentar declarou R$ 1.741.758,15. Em 2016, o valor era de R$ 1.454.218,06, enquanto em 2014 o patrimônio era de R$ 714.394,69.
Na eleição de 2018, entre os bens de Flávio Bolsonaro estava uma participação de 50% na empresa Bolsotini Chocolates e Café LTDA, avaliada em R$ 50 mil. A franquia, que operava na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi vendida pelo senador em 2021.
A referida empresa de chocolates foi objeto de uma investigação sobre lavagem de dinheiro envolvendo o gabinete do senador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), caso conhecido como "rachadinhas".
Plano de governo
Além da declaração de bens, o candidato enviou ao TSE o documento intitulado "Plano para o Brasil Vencer o Atraso". O texto reúne propostas para áreas como segurança, economia, educação, saúde, infraestrutura e gestão do Estado.
Entre os destaques do plano, constam a proposta de reduzir em pelo menos 10 o número de ministérios e o fim da reeleição para o cargo de presidente da República. O documento também sugere a limitação da atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na área de política externa, o senador defende a reaproximação do Brasil com os Estados Unidos. O objetivo descrito é utilizar a diplomacia para tentar derrubar barreiras comerciais impostas contra produtos brasileiros no exterior.
