Diário Local
Política

Presidente da CCJ do Senado se reúne com relator da PEC que prevê fim da escala 6x1

Senador Otto Alencar e deputado Leo Prates discutem continuidade da proposta que visa alterar jornada de trabalho

Por Redação Diário Local

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), reuniu-se nesta segunda-feira (24) com o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para tratar do avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.

O encontro teve como objetivo alinhar a continuidade das discussões sobre o texto na Casa Alta. O senador Otto Alencar informou que a proposta, que já passou por análise na Câmara dos Deputados, deve agora avançar nos trabalhos dentro da CCJ do Senado.

Para dar andamento ao processo, o senador indicou o senador Omar Aziz (PSD-AM) como relator da matéria na comissão. O deputado Leo Prates, que atua como relator da proposta na Câmara, deve se reunir com Aziz para tratar dos detalhes técnicos e regimentais da proposta.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Otto Alencar destacou que a medida atende a uma demanda antiga da classe trabalhadora. "Foi para a CCJ, a comissão que eu presido no Senado Federal. Eu indiquei o relator, o senador Omar Aziz, com quem ele vai conversar para, dentro do que prevê o regimento do Senado Federal, ser bem analisada", afirmou o senador.

O deputado Leo Prates confirmou que já agendou uma conversa com o relator do Senado. Ele também anunciou que estará presente na sessão da CCJ na próxima quarta-feira (26) para acompanhar os trabalhos legislativos de perto.

O parlamentar reforçou a importância da medida para a promoção da justiça social. Durante o anúncio da agenda, Prates afirmou que acompanhará a sessão para colaborar com o andamento do texto, que visa substituir a escala atual por um modelo de cinco dias de trabalho por dois de descanso.

Possíveis atrasos na votação

Apesar de a proposta já ter sido encaminhada para a CCJ pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o ritmo das discussões pode sofrer alterações. Nos bastidores do Legislativo, senadores admitem que a análise da matéria pode ser adiada.

Existe a possibilidade de que a tramitação da PEC fique para depois das eleições de outubro, dependendo da prioridade dada pela comissão e do calendário legislativo da Casa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.