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Política

Mendonça Filho é indicado para relatoria de PEC que reduz a maioridade penal na Câmara

Presidente da Câmara, Hugo Motta, indicou deputado para relatar proposta que prevê redução da idade penal para 16 anos

Por Redação Diário Local

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou o deputado federal Mendonça Filho (PL-PE) para ser o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a maioridade penal no Brasil. A proposta busca alterar o limite da responsabilidade criminal de 18 para 16 anos.

A Comissão Especial que conduzirá o debate sobre o tema será presidida pelo deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA). O colegiado tem previsão de instalação para a segunda semana de agosto.

Em publicação nas redes sociais, Hugo Motta afirmou que a pauta representa um grande apelo da população. O presidente da Casa declarou que o tema será debatido com equilíbrio, responsabilidade e ouvindo todos os setores envolvidos.

Mendonça Filho, indicado para a relatoria, agradeceu a indicação e defendeu a proposta. O parlamentar afirmou que o texto conta com amplo apoio social e citou que 80% da população é favorável à medida.

A tramitação da proposta avançou no início de junho, quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou a sua admissibilidade. O tema é um ponto de divergência política, sendo uma bandeira da oposição, enquanto o governo atua para evitar a sua implementação.

O trabalho da Comissão Especial analisará o texto principal junto a outras duas Propostas de Emenda à Constituição. Uma das alternativas foca na redução da maioridade penal especificamente para crimes hediondos ou de crueldade extrema.

A outra proposta em discussão é ainda mais abrangente: defende a redução geral a partir dos 16 anos e prevê a punição a partir dos 12 anos em casos de crimes contra a vida.

Por se tratar de uma mudança na Constituição, o processo de aprovação não depende do aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para que a medida passe a valer, o texto precisa ser aprovado em votações no plenário da Câmara e, posteriormente, pelo Senado, podendo ser promulgado diretamente pelo Congresso Nacional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.