Polícia Federal aciona Interpol para rastrear bens de Daniel Vorcaro no exterior
Medida autorizada pelo STF visa localizar ativos do ex-banqueiro em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal (PF) acionou a Interpol para rastrear bens e ativos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro no exterior. A medida integra a investigação sobre um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo o Banco Master.
A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. O pedido de cooperação internacional também se estende a outros investigados pelo mesmo esquema.
O rastreio utilizará o mecanismo 'Silver Notice' (Alerta Prata), ferramenta da Interpol para identificar patrimônio de pessoas investigadas ou condenadas por crimes financeiros em diferentes países. A PF busca localizar imóveis, empresas, contas bancárias, embarcações e aeronaves registradas em nome dos alvos ou de empresas vinculadas a eles.
As informações obtidas poderão fundamentar futuras medidas de bloqueio, confisco e repatriação de bens, caso a Justiça confirme que o patrimônio tem origem ilícita. A estratégia visa recuperar ativos que possam ter sido ocultados através de estruturas empresariais.
O caso é objeto da Operação Compliance Zero. Segundo a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido ativos e carteiras de crédito sem lastro para inflar artificialmente o patrimônio e esconder prejuízos da instituição.
As apurações também investigam suspeitas de pagamentos indevidos a agentes públicos. Além disso, há indícios de tentativas de influenciar autoridades e de intimidação contra jornalistas e outros alvos da investigação.
Em novembro de 2025, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Na mesma ocasião, a Polícia Federal efetuou a prisão de Daniel Vorcaro, controlador da instituição.
O colapso do grupo financeiro provocou um impacto bilionário no Sistema Financeiro Brasileiro. O episódio afetou diretamente investidores e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), sendo registrado como um dos maiores prejuízos do setor.
