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Saúde

Projeto de Lei propõe uso de manequins femininos em treinamentos de primeiros socorros

Proposta apresentada na Câmara busca melhorar o atendimento a mulheres em casos de parada cardiorrespiratória na administração pública federal.

Por Redação Diário Local

O Projeto de Lei 916/2026 estabelece que os bonecos e simuladores utilizados em treinamentos de primeiros socorros na administração pública federal devem representar tanto a anatomia masculina quanto a feminina. A medida busca melhorar o atendimento a mulheres em situações de parada cardiorrespiratória.

A proposta determina que as especificações técnicas para futuras compras de manequins e equipamentos de treinamento contemplem os dois sexos. Isso inclui o uso de acessórios que reproduzam as anatomias correspondentes para as simulações.

As novas regras se aplicam ao treinamento de suporte básico de vida, ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e uso de desfibrilador externo automático (DEA). O objetivo é garantir que o treinamento seja mais fiel à realidade biológica.

Além da estrutura física dos equipamentos, o texto prevê que os treinamentos abordem as especificidades de cada sexo. Isso envolve desde o reconhecimento de sintomas diferentes até a execução correta de manobras, como o posicionamento dos eletrodos do desfibrilador.

De acordo com o texto, a norma não exige a substituição imediata de materiais que já estão em uso nos órgãos públicos. A obrigatoriedade passa a valer apenas para as novas contratações realizadas após a vigência da lei.

O autor da proposta, deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), defende que a falta de representatividade feminina nos simuladores atuais impacta o sucesso dos salvamentos. Segundo o parlamentar, o receio de socorristas em atender mulheres em ambientes públicos também é um fator relevante.

Para o deputado, o projeto orienta as contratações federais a incluírem a anatomia dos diferentes sexos e assegura que as capacitações considerem as especificidades técnicas de cada caso.

O que acontece agora com o projeto?

A proposta seguirá para análise, em caráter conclusivo, por três comissões da Câmara dos Deputados. Elas são as comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para que o Projeto de Lei 916/2026 se torne lei, ele ainda precisa ser aprovado de forma definitiva pela Câmara e, posteriormente, pelo Senado Federal.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.