Promotor demitido pelo CNMP reassume presidência de associação no Amapá
João Paulo de Oliveira Furlan retorna à presidência da AMPAP após demissão por decisão unânime do Conselho Nacional do Ministério Público.
Por Redação Diário Local
O promotor de Justiça João Paulo de Oliveira Furlan reassumiu a presidência da Associação do Ministério Público do Estado do Amapá (AMPAP). O comunicado de retorno à gestão da entidade ocorreu nesta segunda-feira (17), após o período de afastamento temporário solicitado pelo próprio promotor.
Em documento encaminhado ao Conselho Deliberativo e Fiscal da associação, Furlan formalizou a reassunção ao cargo. No texto, o promotor justificou o retorno em razão do fim do período de afastamento que havia sido requerido anteriormente.
A volta ao comando da AMPAP acontece após o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) ter decidido pela demissão de Furlan. A decisão foi tomada por unanimidade, com placar de 11 votos a 0, durante julgamento realizado na quinta-feira (6).
O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que motivou a demissão concluiu que o promotor praticou condutas incompatíveis com o exercício do cargo. A investigação apontou a suposta participação de Furlan em um esquema de compra de votos para beneficiar a campanha de seu irmão nas eleições municipais de 2020.
O irmão do promotor, Antônio Furlan (MDB), foi candidato à Prefeitura de Macapá (AP) no referido pleito. Ele é ex-prefeito da capital amapaense e pré-candidato ao governo do estado.
A situação jurídica da família envolve também desdobramentos na Operação Paroxismo, conduzida pela Polícia Federal (PF). Em março, Antônio Furlan foi afastado do comando da Prefeitura de Macapá por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
O afastamento ocorreu no âmbito da segunda fase da operação, que apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares federais. Os recursos seriam destinados à capital do Amapá, mas entraram no radar das investigações sobre irregularidades.
A investigação sobre o esquema de compra de votos de 2020 e as apurações sobre o desvio de verbas federais são os pontos centrais que conectam o histórico profissional de João Paulo de Oliveira Furlan às recentes movimentações judiciais no estado.
