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Candidatos à Presidência apresentam propostas de segurança que vão de penas maiores à criação de presídio na Amazônia

Propostas de candidatos variam entre investimento em educação, endurecimento de leis e combate a facções como terroristas.

Por Redação Diário Local

As convenções partidárias dos principais candidatos à Presidência da República trouxeram a segurança pública e o combate ao crime organizado como temas centrais. As propostas apresentadas variam entre o investimento em educação para prevenção e o endurecimento de penas e repressão, incluindo a criação de um presídio na Amazônia.

Uma pesquisa Nexus/BTG divulgada no final de julho aponta que a segurança pública, violência ou criminalidade são prioridades para 30% dos entrevistados, à frente de saúde pública (25%) e corrupção (22%).

Como os candidatos pretendem atuar na segurança?

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em convenção realizada no dia 2 de agosto (02), que o foco deve ser o investimento em educação. Para o candidato, o custo de manter um estudante em uma universidade federal é menor do que o custo de manter um detento em uma unidade de segurança máxima.

Lula também mencionou a PEC da Segurança Pública, que aguarda aprovação no Senado, com o objetivo de aumentar a integração das forças de segurança e a atuação articulada em torno da Polícia Federal, além da constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

No campo da repressão, Flávio Bolsonaro defende mudanças constitucionais para permitir a redução da maioridade penal e punições mais rigorosas para crimes de estupro e violência contra mulheres. O candidato também citou a possibilidade de castração química para estupradores de crianças.

Ronaldo Caiado utilizou os indicadores de Goiás como plataforma, citando a redução de homicídios no estado. Ele propôs a implementação nacional de medidas como o fim de visitas íntimas para presos com envolvimento em organizações criminosas e o monitoramento constante de detentos.

Quais são as propostas de maior rigor?

Romeu Zema apresentou como foco o encarceramento em massa e a classificação de facções criminosas como grupos terroristas. O candidato sugeriu a construção de um super presídio em uma região remota da Amazônia para o isolamento de líderes de organizações criminosas por pelo menos 25 anos.

A classificação de grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas é um ponto de divergência política. Enquanto a direita defende a medida, setores da esquerda argumentam que o enquadramento poderia abrir espaço para intervenções estrangeiras.

Renan Santos, em evento realizado no dia 1 de agosto (01), também defendeu o enfrentamento duro às facções. Ele estabeleceu a meta de reduzir o número de homicídios no país para um patamar de até 10 mil por ano, contra os 40.775 registros de mortes violentas intencionais feitos em 2025.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.