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Política

Rede pede ao STF que parlamentares respondam por indicações de emendas

Partido argumenta que congressistas definem beneficiários e valores, mas não prestam contas ou respondem por desvios de recursos.

Por Redação Diário Local

O partido Rede Sustentabilidade protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que pede a equiparação das responsabilidades de parlamentares que indicam emendas impositivas às de ordenadores de despesas, como governadores e prefeitos.

A legenda argumenta que o congressista exerce um poder equivalente ao de quem gere o orçamento, mas sem os deveres jurídicos de prestação de contas e motivação. Segundo o partido, o parlamentar indica o beneficiário, define o valor e a finalidade, mas não é responsabilizado caso o recurso seja desviado ou aplicado de forma irregular.

Na ação, o partido sustenta que o sistema precisa definir consequências para o parlamentar que faz a indicação, já que saber quem indicou e para quem o recurso foi destinado não é suficiente para garantir a transparência se não houver responsabilização sobre os critérios de escolha.

O que diz a ação sobre o uso de verbas

A Rede Sustentabilidade afirma que, quando um parlamentar destina verba pública a associações com as quais mantém vínculos familiares, econômicos ou eleitorais sem declarar a motivação, o gasto público deixa de ter natureza republicana. Para a legenda, a prática se torna um instrumento de poder pessoal ou clientelista.

A peça jurídica foi assinada pelos advogados Márlon Jacinto Reis e Wederson Advincula Siqueira. Até o momento, o Supremo Tribunal Federal ainda não realizou o sorteio de um ministro relator para conduzir o processo.

Contexto sobre fiscalização de emendas

O pedido ocorre em um período de movimentações no STF sobre o tema. Em 15 de julho, o ministro Flávio Dino determinou que os presidentes de partidos com representação no Congresso prestem esclarecimentos sobre a gestão e distribuição de emendas, visando melhorar a transparência e a rastreabilidade das verbas.

Recentemente, o ministro também tomou medidas de bloqueio de recursos e suspensão de emendas em investigações que envolvem o direcionamento de verbas por pessoas que não possuem mandato atual no Congresso.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.