Reprovação ao trabalho dos ministros do STF atinge 47% e é a maior desde 2019, aponta Datafolha
Pesquisa Datafolha indica que o índice de avaliação negativa dos ministros da Corte é o mais alto da série histórica iniciada em 2019.
Por Redação Diário Local
A reprovação ao trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu 47% dos brasileiros, o índice mais alto da série histórica iniciada em 2019, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (26). O levantamento também registrou que a avaliação positiva da atuação da Corte é de 18%, o nível mais baixo desde o início da série.
Outros 31% dos entrevistados classificam o desempenho dos ministros como regular, enquanto 4% não opinaram. A pesquisa foi realizada entre terça-feira (22) e quarta-feira (23), com uma amostra de 2.002 eleitores por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional.
A margem de erro do estudo é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Os dados coletados estão registrados no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Divisão entre eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro
Os resultados revelam uma profunda divisão entre os grupos políticos. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 69% classificam o trabalho dos ministros como ruim ou péssimo, ao passo que apenas 6% consideram a atuação ótima ou boa.
No grupo de eleitores de Lula (PT), o cenário é oposto: 32% avaliam a atuação da Corte como ótima ou boa, e o índice de avaliação negativa entre os petistas é de 24%.
Sobre o impacto político das decisões, 33% dos entrevistados afirmam que a atuação dos ministros mais prejudica do que beneficia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Já 23% apontam que as ações da Corte mais prejudicam do que beneficiam a candidatura de Lula (PT).
Proposta de Código de Ética e Conduta
A proposta de criação de um Código de Ética e Conduta para os ministros do STF, defendida pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, divide o eleitorado. Segundo o levantamento, 45% dos brasileiros são a favor da medida, enquanto 33% se posicionam contra.
Fachin anunciou, no início do ano, a ministra Cármen Lúcia como relatora da proposta. Em sessão plenária, o ministro afirmou que o código possui uma natureza histórica e cultural, servindo como um conjunto de práticas para a instituição.
