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Política

Maioria do Republicanos decide pela neutralidade na disputa presidencial, afirma Marcos Pereira

Presidente nacional do partido, Marcos Pereira, informou que 17 das 27 diretorias estaduais optaram por não apoiar candidato

Por Redação Diário Local

O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, informou nesta segunda-feira (3) que 17 dos 27 diretórios estaduais da legenda decidiram pela neutralidade na disputa presidencial. O comunicado foi feito ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro, durante reunião realizada em Brasília.

A posição adotada pelas diretorias estaduais indica a inviabilidade de uma aliança nacional com a candidatura de Flávio. O encontro em Brasília contou com a participação do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do senador Rogério Marinho (RN), coordenador da campanha de Flávio.

A convenção nacional do Republicanos está marcada para a manhã desta terça-feira (4). Segundo integrantes da cúpula do partido, é improvável que a sigla recue da decisão de manter a postura de neutralidade no processo eleitoral.

A resistência das legendas aliadas tem sido o principal entrave para a definição da chapa presidencial. Flávio Bolsonaro tem o interesse de ter a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, como candidata a vice-presidente, mas enfrenta dificuldades para viabilizar a articulação com o Republicanos.

O afastamento entre o PL e o Republicanos é decorrente de uma série de atritos ocorridos ao longo do ano. Entre os motivos citados estão disputas entre as legendas em estados como o Rio de Janeiro e questões envolvendo a crise do banco Master.

Uma pesquisa interna realizada pelo Republicanos demonstrou que episódios envolvendo o candidato afetaram negativamente a candidatura. O levantamento considerou o impacto de pedidos de financiamento para um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na última semana, Flávio Bolsonaro tentou uma aproximação com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas o Progressistas anunciou que também adotará a neutralidade. O cenário de dificuldades forçou o PL a buscar alternativas para compor a chapa.

Caso o PL não consiga atrair novos parceiros, a legenda estuda nomes internos para o cargo de vice-presidente. Entre as opções estão as deputadas Júlia Zanatta (SC) e Priscila Costa (CE), que já sinalizaram abertura para a candidatura. Apesar disso, o grupo de Flávio Bolsonaro pretende seguir tentando alianças com outros partidos até o prazo final.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.