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Escândalos e disputas entre Poderes são o maior risco para o Brasil, diz consultoria Arko Advice

Relatório aponta que escândalos como o Caso Master e conflitos entre Planalto e Congresso elevam a incerteza no país

Por Diário Local

O principal vetor de risco para o Brasil atualmente é o pilar político-institucional, segundo o relatório Risco Brasil, divulgado pela consultoria Arko Advice. A avaliação aponta que o impacto de escândalos, como o Caso Master, gera instabilidade e afeta o cenário nacional.

As investigações da Operação Compliance Zero, relacionadas ao Caso Master, já atingiram figuras ligadas ao Centrão, à direita bolsonarista e ao PT. Entre os nomes citados no contexto das investigações estão Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner.

No Supremo Tribunal Federal (STF), a condução da relatoria do caso pelo ministro André Mendonça tem sido alvo de questionamentos públicos por parte do ministro Gilmar Mendes.

Conflitos entre os Poderes

Além dos escândalos, a relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional é apontada como um fator de tensão. O Legislativo tem demonstrado maior poder devido ao controle sobre as emendas orçamentárias.

O CEO da Arko Advice, Murillo de Aragão, afirma que o cenário deve manter disputas de poder, conflitos institucionais e uma possível mistura de competências. Segundo ele, há uma ausência de limites e, principalmente, de vocação para o diálogo entre as instituições.

No campo legislativo, a consultoria observa que setores da direita bolsonarista têm focado no Senado para buscar maioria e avançar com pedidos de impeachment de ministros do STF.

Impacto no cenário político

O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal que resultou na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também é mencionado no contexto de suspeitas sobre o Caso Master. As investigações tratam de relações contratuais de sua esposa, Viviane Barci, com um ex-banqueiro envolvido no caso.

Murillo de Aragão, que também é cientista político, sugeriu que a necessidade de diálogo entre os agentes políticos pode surgir apenas caso o quadro fiscal do país apresente um agravamento significativo, obrigando as partes a buscarem uma saída conjunta.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.