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Romeu Zema rejeita pedido de Nikolas Ferreira para desistir da disputa presidencial

Ex-governador de Minas Gerais disse que tem compromissos assumidos com o partido Novo e apoiadores, mas sinalizou apoio para o segundo turno.

Por Redação Diário Local

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), rejeitou um pedido do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para que desistisse da disputa pela Presidência da República. O apelo, feito para que Zema anunciasse apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), foi respondido na manhã desta terça-feira (29).

Nikolas Ferreira enviou uma mensagem ao ex-governador na última segunda-feira (28) solicitando a retirada da candidatura. O objetivo da articulação era concentrar o apoio para fortalecer o senador Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.

Segundo aliados de Zema, a resposta ao deputado ocorreu na manhã desta terça-feira (29). O ex-governador chegou a classificar como "louvável" a decisão de Ricardo Salles (Novo) de não disputar o Senado em São Paulo, mas afirmou que não seguirá o mesmo caminho na eleição presidencial.

Zema justificou a permanência na disputa alegando ter compromissos assumidos com apoiadores e com colegas de seu partido, o Novo. Apesar da negativa de desistência, o ex-governador indicou que ele e Nikolas Ferreira devem atuar juntos caso a disputa avance para o segundo turno.

Por que houve o pedido de desistência?

A tentativa de articulação do deputado Nikolas Ferreira visa ampliar a votação de Flávio Bolsonaro já no primeiro turno. No Partido Liberal (PL), a leitura política é de que a desistência de Zema ajudaria o senador a consolidar uma vantagem numérica na primeira etapa do pleito.

A estratégia de campanha do senador busca um desempenho que permita encerrar a primeira fase da eleição à frente do atual presidente Lula (PT). O movimento faz parte do planejamento para tentar obter uma vantagem direta antes da etapa decisiva.

A movimentação destaca as tensões e negociações internas entre os blocos de oposição na reta final para o primeiro turno. O cenário mostra a busca por unificação de votos para tentar superar a força do atual governo.

Até o momento, a campanha de Flávio Bolsonaro trabalha para que o senador finalize o primeiro turno com uma votação superior à do presidente Lula. A resposta de Zema mantém o ex-governador como um competidor direto na disputa pelo Palácio do Planalto.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.