Ronaldo Caiado propõe anistia a condenados pelo 8 de janeiro e criação de polícia na América do Sul
Candidato pelo PSD defende pacificação do país e pretende enviar reformas administrativa e política ao Congresso no primeiro dia de gestão.
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que pretende anistiar as pessoas condenadas pelos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023 caso seja eleito. Segundo o candidato, a medida teria o objetivo de pacificar o país.
A declaração foi feita durante entrevista realizada nesta sexta-feira (7). Caiado, de 76 anos, busca a Presidência pela segunda vez e detalhou propostas que abrangem desde reformas estruturais até novas estratégias de segurança pública e combate ao crime organizado.
No campo das mudanças legislativas, o candidato declarou que pretende encaminhar ao Congresso Nacional propostas de reforma administrativa e política logo no primeiro dia de um eventual governo. Ele classificou o momento para essas mudanças como de "urgência".
Caiado também defende a revisão de pontos específicos da reforma tributária e propõe discutir a necessidade de uma nova reforma da Previdência. Em relação à economia, o candidato descartou a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, defendendo o ajuste fiscal.
Na área de segurança pública, o ex-governador de Goiás propôs a criação de uma polícia comum entre os países da América do Sul. A medida busca combater o crime organizado transnacional que atua na região.
A proposta prevê que a força policial tenha capacidade de transitar pelos dez países que fazem fronteira com o Brasil. Ao explicar a ideia, Caiado comparou o modelo ao que é adotado na Europa para facilitar a atuação contra o crime.
A entrevista faz parte de uma série de conversas com candidatos que obtiveram as maiores pontuações em pesquisa recente. O ciclo de entrevistas inclui outros nomes, como Renan Santos (Missão), que foi ouvido na quarta-feira (6), e Romeu Zema (Novo), que participou na quinta-feira (6).
O cronograma de entrevistas deve seguir com Flávio Bolsonaro (PL) na próxima segunda-feira (10). O candidato Lula (PT) foi convidado para participar da série de debates, mas sua assessoria de imprensa informou que ele optou por não comparecer.
