Ronaldo Caiado critica Flávio Bolsonaro por pedido de adiamento de tarifas aos produtos brasileiros
Pré-candidato à Presidência classificou como 'populismo irresponsável' a defesa do senador de adiar taxas para após as eleições
Por Diário Local
O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou nesta quarta-feira (8) o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para adiar a aplicação de novas tarifas comerciais contra produtos brasileiros. Durante evento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Caiado classificou a postura do parlamentar como "infeliz" e acusou o congressista de praticar "populismo irresponsável".
O embate surge após Flávio Bolsonaro solicitar, em audiência com o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na terça-feira (7), que o governo americano não imponha as taxas e cancele a medida para permitir negociações. O senador argumentou que aplicar as tarifas antes das eleições brasileiras não seria recomendável e poderia beneficiar a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Caiado afirmou que defender o adiamento do "tarifaço" para após o pleito seria convalidar um uso da máquina pública para fins eleitorais. Para o ex-governador de Goiás, o país necessita de um governante focado na defesa do Brasil, e não em interesses ou posições pessoais.
O pré-candidato do PSD também comparou a postura proposta por Flávio ao governo atual, sugerindo que a medida extrapolaria o arcabouço fiscal. "Precisamos ter um governante que defenda o Brasil, e não o seu interesse e sua posição pessoal", declarou o político a jornalistas durante a Agenda dos Presidenciáveis 2026.
O posicionamento de Flávio Bolsonaro
Em sua fala diante do USTR, o senador Flávio Bolsonaro defendeu a preservação do sucesso do Pix e o cancelamento da medida tarifária. Segundo o parlamentar, impulsionar taxas que seriam difíceis de reverter neste momento puniria aqueles que suportam as consequências e premiaria os responsáveis pelas ações em questão.
O congressista destacou que o período atual seria o "pior momento possível" para agir com a imposição de tarifas. Ele alegou que a imposição imediata poderia gerar um cenário favorável ao governo Lula no contexto político nacional.
Estratégias de competitividade
Por outro lado, Ronaldo Caiado defendeu que o Brasil deve focar em projetos estruturantes para ampliar a competitividade da economia diante de eventuais tarifas. O ex-governador sugeriu que o país utilize seus recursos naturais para ocupar uma posição mais relevante no comércio internacional.
Entre as áreas estratégicas citadas por Caiado para fortalecer a economia brasileira, estão os investimentos em inteligência artificial, exploração de minerais críticos, biocombustíveis e fertilizantes. O político reforçou a necessidade de uma gestão voltada para a construção de uma base econômica sólida e estratégica.
