Ronaldo Caiado defende que Petrobras continue como estatal e apoia expansão de refinarias
Candidato critica a política da companhia com o gás natural e afirma que ampliação do refino ajuda o agronegócio.
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), defende a manutenção da Petrobras como empresa estatal e a ampliação do parque de refino no Brasil. O ex-governador de Goiás se posicionou contra a privatização da companhia e defendeu a construção de novas refinarias para diminuir a dependência do país na importação de óleo diesel.
Segundo a avaliação de Caiado, o aumento da capacidade de refino nacional traz benefícios diretos para o agronegócio. Ele afirma que o diesel é um dos principais insumos utilizados nas etapas de plantio, colheita e transporte da produção agrícola.
O candidato defende que a Petrobras preserve seu modelo de operação integrado. Esse formato permite que a estatal atue desde a exploração de petróleo em águas profundas até o refino final de combustíveis e outros derivados.
Apesar de apoiar a manutenção da estatal, Caiado manifestou críticas à atual política da companhia em relação ao gás natural. Ele argumenta que a Petrobras tem reduzido a oferta do insumo para o mercado interno.
Por que Caiado critica a política de gás natural?
O ponto de crítica reside na prática de reinjetar parte da produção de gás natural nos poços de petróleo. Para o candidato, essa estratégia da Petrobras acaba reduzindo a disponibilidade do insumo para outros setores da economia.
Caiado associa essa redução na oferta de gás à queda na produção nacional de fertilizantes. Ele ressalta que o cenário atual de dependência externa é elevado no setor produtivo.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes utilizados em sua agricultura. A falta de insumos nacionais impacta diretamente a segurança e o custo da produção no campo.
Ao defender a estatal, o candidato também rebate propostas de desestatização de outros setores da companhia. Ele contrapõe sua visão à de adversários políticos que defendem mudanças no modelo de gestão.
Confronto sobre a privatização
Caiado classificou como uma “tolice” a proposta de privatização da Petrobras, que é defendida por Romeu Zema (Novo). O candidato utiliza argumentos sobre a viabilidade de mercado para sustentar sua posição.
De acordo com a visão do candidato, a venda da estatal enfrentaria limitações críticas de interesse internacional. Ele afirma que, sob esse modelo, haveria apenas um comprador viável para a companhia.
“Só teria um comprador da Petrobras: a China”, afirmou Caiado ao comentar sobre o cenário de uma possível venda da estatal.
A discussão sobre o papel da Petrobras na economia brasileira divide opiniões entre as frentes políticas. Enquanto alguns defendem a eficiência através do mercado, Caiado foca na soberania e no suporte ao setor produtivo.
O debate envolve o equilíbrio entre a exploração de recursos e o abastecimento de setores estratégicos, como o agro e a indústria de fertilizantes.
