Ronaldo Caiado manifesta interesse em ter secretário de Tarcísio de Freitas em governo federal
Candidato do PSD defende que estados cedam membros de seus governos para ocupar cargos em um eventual mandato nacional
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, manifestou interesse em incluir Guilherme Afif em um eventual governo federal. A declaração foi feita nesta quarta-feira (12), durante um encontro com empresários realizado em São Paulo.
Afif é o atual secretário de Projetos Estratégicos do governo de São Paulo, na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ao comentar a possibilidade de um convite, Caiado afirmou que não vê a movimentação como um problema para o atual governador paulista.
O ex-governador de Goiás, a quem declarou apoio nas eleições estaduais, argumentou que o movimento é uma forma de respeito aos estados. Segundo ele, é importante que as unidades federativas possam ceder membros de seus governos para compor um escalão nacional.
Durante a agenda em São Paulo, Caiado também apresentou propostas voltadas para a segurança pública e para a economia. Entre as medidas de segurança defendidas, o candidato propôs a criação de uma estrutura específica para o combate a organizações criminosas.
O plano inclui o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas domésticas. Outro ponto defendido pelo candidato é a redução da maioridade penal para 16 anos, aplicada a crimes específicos.
Caiado mencionou o promotor Lincoln Gakiya como um nome para comandar um futuro Ministério da Segurança Pública. No entanto, o ex-governador relatou que o promotor recusou o convite por incompatibilidade com seu cargo atual.
Gakiya é conhecido por atuar há duas décadas no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O ex-governador afirmou que continuará buscando profissionais com perfil de experiência e inteligência para enfrentar o crime organizado no país.
Apesar do interesse de Caiado, o promotor já apresentou divergências públicas em relação à proposta de classificar o PCC como organização terrorista.
