Rui Costa Pimenta afirma que há abuso na atuação do STF e cita processos do Mensalão e Lava Jato
Candidato à Presidência afirma que julgamentos do Mensalão, Lava Jato e de Jair Bolsonaro foram irregulares
Por Redação Diário Local
O presidente do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato à Presidência, Rui Costa Pimenta, afirmou nesta sexta-feira (21) que ocorre um "abuso flagrante" na atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista realizada em Brasília, o candidato declarou que processos como o do Mensalão, a Operação Lava Jato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as ações envolvendo Jair Bolsonaro foram irregulares.
Para Costa Pimenta, as condutas mencionadas são ilegais e inconstitucionais. O candidato afirmou ainda que existe um esforço por parte de políticos e de órgãos de imprensa para tentar omitir o que ele classifica como "barbaridades".
Sobre os julgamentos referentes aos atos de 8 de janeiro, o candidato classificou a situação como "inacreditável". Segundo ele, o caso representa uma violação de direitos fundamentais e o julgamento dos envolvidos teria sido uma decisão que poderia motivar o impeachment dos magistrados que votaram a favor das condenações.
Apesar do tom crítico às decisões, Rui Costa Pimenta ressaltou que o impeachment dos ministros não é a sua principal preocupação imediata. O candidato explicou que o foco da sua crítica não reside nas pessoas individualmente, mas sim no próprio caráter da Corte.
Quem é Rui Costa Pimenta
Aos 69 anos, Rui Costa Pimenta possui uma trajetória política iniciada no movimento estudantil durante o período da ditadura militar. Ele figurou como um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980, representando a vertente da causa operária.
Na mesma época, o político foi eleito para a direção da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo. Contudo, Costa Pimenta rompeu com o PT em 1992 e, três anos depois, fundou o PCO, partido que preside desde então.
Esta é a quarta vez que o candidato disputa o cargo de Presidente da República. Ele concorreu ao Executivo federal anteriormente nos anos de 2002, 2010 e 2014.
