STF determina apreensão de passaporte de Thiago Miranda por risco de fuga para os Estados Unidos
Decisão do ministro André Mendonça atende pedido da Polícia Federal após investigação apontar viagem marcada para Miami
Por Diário Local
O ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda. A decisão, expedida neste sábado (11/7), atende a um pedido da Polícia Federal (PF) que apontou risco concreto de o investigado fugir do país.
Segundo a Polícia Federal, Miranda já possuía uma viagem marcada para Miami, nos Estados Unidos, com partida prevista para a próxima segunda-feira (13/7). Diante do compromisso agendado, a corporação informou à Justiça que há um "sério risco" de o publicitário deixar o território nacional.
Além da viagem programada, a Polícia Federal listou outros indícios que reforçariam a possibilidade de evasão. Entre os elementos citados estão as frequentes trocas de aparelhos celulares e o encerramento repentino das atividades da Agência Mithi, empresa de comunicação de propriedade de Miranda.
A corporação apontou ainda que o investigado cancelou uma viagem ao Rio de Janeiro na véspera da última operação de busca e apreensão realizada pela PF, ocorrida na quinta-feira (9/7). Tais fatos fundamentaram o pedido de restrição de locomoção.
O ministro Mendonça determinou a inclusão imediata da proibição no Sistema de Tráfego Internacional. Para o relator, a medida é "crucial para proteger o andamento, a eficácia e o resultado útil das investigações".
Devido à iminência da data da viagem, o ministro decidiu não abrir vista prévia ao Ministério Público para manifestação. No entanto, o relator ressalvou a possibilidade de o órgão emitir um parecer em momento posterior.
Thiago Miranda também está proibido de tentar emitir novos documentos de viagem. A decisão estabelece que, caso a ordem seja descumprida, poderá ser decretada a prisão preventiva do publicitário.
O publicitário é investigado por suspeita de coordenar uma rede de influenciadores para divulgar conteúdo contra o Banco Central (BC) nas redes sociais. O movimento teria ocorrido durante o período de negociações para a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
