Tarcísio de Freitas classifica privatização da Sabesp como seu projeto mais transformador
Governador defende venda da estatal e afirma que mudança acelerou investimentos em saneamento básico no estado de São Paulo
Por Redação Diário Local
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), definiu a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) como o seu projeto "mais transformador" à frente da gestão estadual.
A declaração foi feita nesta terça-feira (25) durante o Fórum da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), realizado no bairro Chácara Santo Antônio, em São Paulo. Segundo o governador, a mudança no modelo de gestão está promovendo uma transformação sem precedentes no saneamento em todo o estado.
Tarcísio rebateu críticas sobre o processo de desestatização, afirmando que o debate é baseado em desconhecimento detalhado sobre o assunto. Ele defendeu que a medida é essencial para acelerar os investimentos no setor.
Detalhes do projeto e investimentos
O projeto prevê a venda de 32% das ações da Sabesp pelo valor de R$ 14,8 bilhões. O governo de São Paulo detém atualmente 50,3% das ações da companhia.
A desestatização é tratada pela gestão estadual como uma prioridade para a expansão do atendimento básico. O governo argumenta que o modelo privado permite um ritmo de investimento superior ao modelo anterior.
A expectativa é que a venda das ações injete recursos para a manutenção e a continuidade das obras de saneamento. O objetivo é garantir a manutenção e a expansão do sistema em todo o território paulista.
Resultados do saneamento após privatização
O governador apresentou dados sobre os resultados obtidos desde a privatização, ocorrida em julho de 2024. Ele afirmou que, no período, cerca de 2 milhões de pessoas passaram a ter acesso à água potável.
Além do acesso à água, Tarcísio relatou que 4 milhões de pessoas passaram a contar com serviço de esgotamento sanitário. O governador destacou que esses números são muito significativos para o estado.
Outro dado mencionado pelo governador foi a melhoria ambiental decorrente da nova gestão. Ele afirmou que já houve uma redução de 34 km na mancha de poluição em um intervalo de um ano.
Críticas e oposição política
Por outro lado, a privatização da estatal tem sido alvo de oposição política. O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), tem criticado o modelo adotado.
Na segunda-feira (24), Haddad comentou sobre a viabilidade de um retorno do controle estatal. O petista afirmou que uma eventual reestatização da Sabesp seria um processo complexo.
Haddad também defendeu a necessidade de uma revisão nos contratos estabelecidos pela companhia. A proposta foca nos acordos firmados após a conclusão do processo de desestatização.
O debate sobre a Sabesp ocorre em meio ao cenário das eleições de 2026. Acompanhar a evolução dos serviços de água e esgoto é um ponto central nas discussões políticas atuais.
