Simone Tebet critica multa de R$ 15 mil aplicada a Lula por propaganda antecipada
Candidata ao Senado por São Paulo afirmou que não viu irregularidade em fala do presidente durante evento em maio.
Por Redação Diário Local
A candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), afirmou, nesta quarta-feira (19), que respeita a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) de manter a multa de R$ 15 mil aplicada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A parlamentar, porém, sinalizou que o presidente deve recorrer da penalidade ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As declarações foram feitas durante conversa com jornalistas após o evento Hora do Voto, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo. Tebet, que estava presente no evento que gerou a multa, afirmou não ter identificado nenhuma conduta irregular por parte do presidente durante a fala.
O que motivou a multa
A sanção foi imposta após o presidente mencionar Tebet e Marina Silva (Rede) em um evento oficial do governo, realizado em São Paulo, na terça-feira (19) de maio. Na ocasião, antes do período oficial de campanha, Lula sugeriu ao público que as pessoas poderiam, em um futuro, "dar voto para as duas".
Segundo o relato de Tebet, a fala não configurou propaganda eleitoral antecipada. A candidata argumentou que, em sua percepção, o presidente não mencionou números, nem detalhes sobre as candidaturas, como se os nomes buscavam cargos de deputada federal ou senadora.
“Eu estava lá, não vi absolutamente nada de mal”, declarou a candidata sobre o episódio ocorrido em maio. Ela reforçou que, pelo que se lembra, não houve abordagem técnica ou política que caracterizasse a irregularidade apontada pelo tribunal regional.
Possibilidade de recurso
Apesar da manutenção da multa de R$ 15 mil pelo TRE-SP, Tebet acredita que o caso ainda pode ser revertido na instância superior. A parlamentar indicou que o presidente tem o direito de levar o questionamento ao TSE para buscar a anulação da penalidade.
A candidata expressou otimismo quanto ao desfecho da disputa judicial. “Acredito na absolvição final desse processo”, afirmou Tebet aos jornalistas após o encontro na OAB de São Paulo.
O caso segue agora para análise do Tribunal Superior Eleitoral, onde o mérito da fala proferida pelo presidente em maio de 2026 será reavaliado pelos magistrados.
