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Justiça Eleitoral

Decisões do TSE podem alterar resultados de Garotinho, Dallagnol e Dr. Furlan

Votações de candidatos com registros contestados aguardam análise do Tribunal Superior Eleitoral para definições de mandatos.

Por Redação Diário Local

Os resultados das eleições de 2026 para três candidatos específicos ainda dependem de definições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Anthony Garotinho, Deltan Dallagnol e Dr. Furlan possuem candidaturas contestadas que podem alterar o cenário de suas respectivas disputas após o primeiro turno.

Em cada caso, a situação jurídica envolve diferentes temas, desde condenações por improbidade até questionamentos sobre renúncias de cargos para disputas eleitorais. Enquanto alguns candidatos já foram eleitos, o registro definitivo de seus mandatos permanece sob análise da Corte Eleitoral.

Como a situação de Garotinho afeta o Rio de Janeiro?

No Rio de Janeiro, Anthony Garotinho teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) no dia 11 de setembro. A decisão baseou-se na suspensão de seus direitos políticos por uma condenação por improbidade administrativa relacionada ao período em que ele ocupava a Secretaria de Estado de Governo.

No domingo (4), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que os votos de Garotinho continuem sendo computados no cálculo dos percentuais até que o colegiado analise o recurso. A medida visa evitar alterações imediatas na ordem eleitoral antes do julgamento final.

Atualmente, o segundo turno no estado está definido entre Douglas Ruas (PL), com 49,3% dos votos válidos, e Eduardo Paes (PSD), com 42,7%. Garotinho obteve 3,17%. Caso o TSE decida pela anulação dos votos de Garotinho, Douglas Ruas poderá atingir 50,9% dos votos e vencer a disputa já no primeiro turno, sem necessidade de novo pleito.

O que ocorre com a eleição para o Senado no Paraná?

No Paraná, Deltan Dallagnol foi eleito para a segunda vaga do Senado com cerca de 2,9 milhões de votos. No entanto, sua candidatura é questionada devido à sua saída do Ministério Público Federal durante procedimentos disciplinares, o que pode acarretar inelegibilidade por oito anos.

O relator do processo no TSE, ministro Floriano de Azevedo Marques, havia decidido inicialmente pela nulidade dos votos do candidato. Contudo, o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos dessa decisão individual para preservar a estabilidade do processo eleitoral enquanto o plenário não decide o caso.

Caso a candidatura de Dallagnol seja rejeitada definitivamente, a vaga poderá ser destinada a Alexandre Curi (Republicanos), que terminou a disputa em terceiro lugar com 1,9 milhão de votos. Gleisi Hoffmann (PT), que ficou em quarto lugar, não seria beneficiada pela eventual mudança.

Qual é o impasse jurídico no Amapá?

No Amapá, Dr. Furlan (PSD) venceu a disputa pelo governo estadual com 62,75% dos votos válidos. Apesar da vitória, o Tribunal Superior Eleitoral analisa se o registro de sua candidatura é válido, após contestação do Ministério Público Eleitoral.

O relator, ministro Dias Toffoli, votou pelo indeferimento do registro. O ponto central é a renúncia de Furlan ao cargo de prefeito de Macapá em 4 de março. O ministro argumentou que a renúncia teria ocorrido para evitar o avanço de um processo de cassação de mandato e permitir a candidatura ao governo.

O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro André Mendonça, o que mantém o resultado em aberto. A Procuradoria-Geral Eleitoral já havia se manifestado contra a candidatura de Furlan antes do pleito.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.