Federação União Progressista decide manter neutralidade para disputa presidencial em 2026
Grupo formado por União Brasil e PP focará recursos em disputas estaduais e no Congresso para negociar com o vencedor do Planalto.
Por Redação Diário Local
A federação União Progressista, composta pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), decidiu não apoiar oficialmente nenhum candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. O objetivo do grupo é concentrar recursos, tempo de propaganda e estrutura partidária nas disputas para governos estaduais e para o Congresso Nacional.
Sob a liderança de Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e Ciro Nogueira, presidente do PP, a federação poderá lançar candidatos a governador em 13 unidades da Federação e atuar em 17 estados, ocupando vagas de vice. A estratégia busca evitar o risco de apostar todos os recursos em um único candidato ao Planalto, permitindo que o grupo mantenha portas abertas para negociar com o vencedor do pleito.
Ao abdicar da disputa presidencial, a União Progressista pode direcionar cerca de R$ 943 milhões do fundo eleitoral para as campanhas estaduais e proporcionais. Essa movimentação foca na capilaridade do grupo, que demonstrou força nas eleições municipais de 2024, quando o PP e o União Brasil elegeram, juntos, 1.318 prefeitos.
A descentralização permite que os diretórios estaduais formem alianças distintas de acordo com seus interesses locais. Em São Paulo, por exemplo, as siglas declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL), enquanto no Rio Grande do Sul o grupo trabalha para indicar Silvana Covatti (PP) como vice de Luciano Zucco (PL).
O movimento também possibilita parcerias com diferentes espectros ideológicos. No Amapá e na Paraíba, o PT apoia candidaturas ligadas à federação, como Clécio Luís e Lucas Ribeiro, respectivamente, mesmo sem a adesão nacional do grupo à candidatura petista.
Candidaturas já foram oficializadas em três estados: no Amapá, com Clécio Luís; na Bahia, com ACM Neto; e no Rio Grande do Norte, com Allyson Bezerra. As convenções para esses nomes ocorreram nas semanas de 22, 24 e 26 de julho.
Quais são as apostas estaduais?
Em outros estados, os nomes para as disputas ainda dependem de convenções que podem ocorrer até o dia 5 de agosto. Entre os principais projetos mapeados estão Celina Leão, no Distrito Federal; Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul; Mailza Assis, no Acre; Roberto Cidade, no Amazonas; Jayme Campos, em Mato Grosso; Lucas Ribeiro, na Paraíba; e Dorinha Seabra, no Tocantins.
A estratégia visa fortalecer o poder de barganha no sistema de presidencialismo de coalizão. Ao priorizar a eleição de governadores, senadores e deputados, a federação tenta se tornar indispensável para a formação de maiorias parlamentares e para a gestão do Orçamento federal a partir de 2027.
