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Saúde

Alimentos de fácil digestão podem ajudar no controle de sintomas da gastrite autoimune

Dieta equilibrada com itens como banana e aveia pode minimizar desconfortos como queimação e náuseas, segundo especialista.

Por Redação Diário Local

A adoção de uma dieta equilibrada e o consumo de alimentos de fácil digestão podem auxiliar no controle de sintomas da gastrite autoimune, como dor, queimação estomacal, náuseas e sensação de estufamento. Embora a alimentação não seja um tratamento para a doença, ela atua como uma ferramenta para minimizar o desconforto gástrico e melhorar a qualidade de vida.

Diferente da forma mais comum de gastrite, que costuma estar relacionada à infecção pela bactéria Helicobacter pylori ou ao uso de anti-inflamatórios, a versão autoimune ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca as células da mucosa do estômago. Nesse cenário, o foco nutricional é reduzir a irritação na região.

Segundo a professora Priscila Bernardes, do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, o cardápio deve priorizar itens que exijam menor esforço digestivo. A especialista ressalta que a escolha dos alimentos pode ajudar a reduzir o mal-estar, especialmente quando se considera a tolerância individual.

Dentre as frutas recomendadas, a banana se destaca por possuir textura macia e conter fibras solúveis, que auxiliam no funcionamento intestinal e tendem a causar menos irritação ao estômago. O mamão também é uma opção indicada, por ser de fácil digestão e rico em água e fibras.

A aveia é outra alternativa para a rotina. Rica em fibras solúveis, especificamente as betaglucanas, ela contribui para a saúde do sistema digestivo e ajuda a promover uma sensação de saciedade por mais tempo. O ideal é que o consumo seja feito sem o excesso de açúcar ou de acompanhamentos gordurosos.

No grupo dos vegetais, legumes que passam por processos de cozimento, assamento ou preparo no vapor costumam ser melhor aceitos pelo organismo. Entre os exemplos de fácil tolerância estão a abobrinha, o chuchu, a cenoura, a mandioquinha e a abóbora.

A especialista orienta que o paciente evite alimentos fritos ou com excesso de condimentos, que podem agravar os sintomas. Preparações mais simples e menos temperadas são o caminho para evitar o estresse na mucosa estomacal.

Para o aporte de proteínas, as carnes magras são indicadas. Cortes de frango sem pele, peixes e opções de carne bovina com pouca gordura podem ser bem tolerados, desde que o preparo seja simples e utilize pouca gordura na cozinha.

Os iogurtes naturais e outros alimentos fermentados também podem fazer parte da dieta, funcionando como fontes de proteínas e cálcio. No entanto, a inclusão desses itens depende da avaliação da resposta de cada paciente.

A hidratação também é apontada como um fator essencial. Manter o corpo bem hidratado contribui para o funcionamento geral do organismo e favorece o bem-estar digestivo de forma contínua.

A importância da individualidade biológica

Apesar das recomendações gerais, a professora Priscila Bernardes alerta que não existe uma dieta única para todos os pacientes. As necessidades nutricionais variam conforme o organismo, o que torna a personalização do plano alimentar um fator decisivo.

A tolerância aos alimentos não é uniforme e pode mudar de pessoa para pessoa. Por isso, o que funciona para um indivíduo pode não ser ideal para outro, exigindo uma observação atenta aos sinais do corpo.

O acompanhamento com um nutricionista é indispensável para elaborar uma estratégia adequada. O profissional é quem poderá ajustar as quantidades e os tipos de alimentos com base na rotina e nos objetivos de cada um.

Ao buscar essa orientação especializada, o paciente consegue garantir que a dieta cumpra seu papel de controle de sintomas sem causar novos desconfortos ou desequilíbrios nutricionais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.