Alimentação pode ajudar a combater os efeitos da seca no organismo, segundo especialista
Frutas, vegetais e gorduras boas são estratégias para proteger a imunidade e a pele durante o período de baixa umidade.
Por Redação Diário Local
A alimentação pode ser uma aliada para reduzir os desconfortos causados pelo tempo seco, como o ressecamento da pele, da garganta e a sensação de cansaço. Quando a umidade relativa do ar diminui, o organismo perde água mais rapidamente pela pele e pela respiração, muitas vezes sem que a pessoa sinta sede imediatamente.
Além da água, o consumo de alimentos que possuem alto teor de água ajuda a manter o equilíbrio hídrico. Frutas e vegetais como melancia, melão, pepino, laranja, morango, tomate e abobrinha têm mais de 90% de água em sua composição, oferecendo também minerais e vitaminas.
Chás sem açúcar, especialmente os de ervas como hortelã, camomila e hibisco, também servem como auxiliares na ingestão de líquidos e podem ter ação calmante nas vias respiratórias.
Como proteger a imunidade na seca?
O ar seco resseca as mucosas do nariz e da garganta, que funcionam como a primeira barreira de defesa contra vírus e bactérias. Esse comprometimento facilita o surgimento de gripes, resfriados e rinites.
Para fortalecer o sistema imunológico, a ingestão de vitamina C (encontrada na acerola, goiaba, laranja, kiwi e pimentão) e vitamina A (presente na cenoura, abóbora, manga e batata-doce) é essencial para a saúde das mucosas. O zinco, presente em carnes, sementes de abóbora, castanhas e leguminosas, também ajuda na resposta imune.
Como manter a saúde da pele?
O ressecamento da pele no período seco também depende da alimentação. A barreira cutânea precisa de gorduras específicas para se manter íntegra.
O consumo de ômega-3, encontrado em peixes como sardinha, salmão e truta, e de ômega-6, presente em oleaginosas como nozes e amêndoas, além de sementes de linhaça e chia, é importante para evitar a pele seca e descamativa.
O que evitar no período de baixa umidade?
O consumo excessivo de álcool e cafeína deve ser evitado, pois ambos possuem efeito diurético e aumentam a eliminação de água pelo corpo. Alimentos muito salgados e ultraprocessados também são prejudiciais, pois o excesso de sódio dificulta o equilíbrio hídrico e sobrecarrega os rins.
Refeições muito pesadas e gordurosas podem dificultar a digestão, que já tende a ser mais lenta em estados de leve desidratação. Pratos mais leves, com vegetais e proteínas magras, são indicados para facilitar o processo digestivo.
Um indicador prático da hidratação é a cor da urina: tons claros indicam hidratação adequada, enquanto a urina amarela escura sinaliza a necessidade de maior ingestão de líquidos, mesmo que a pessoa não sinta sede.
