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Saúde

Consenso internacional orienta dieta para quem usa Ozempic ou Mounjaro

Novo consenso internacional recomenda priorizar proteínas e fibras para preservar massa muscular e reduzir efeitos colaterais de medicamentos.

Por Redação Diário Local

Um novo consenso internacional publicado na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology estabelece diretrizes sobre o padrão alimentar ideal para pessoas que utilizam medicamentos à base de semaglutida (Ozempic) e tirzepatida (Mounjaro). O objetivo das orientações é potencializar os resultados da perda de peso, preservar a saúde e mitigar efeitos colaterais comuns durante o tratamento.

O documento ressalta que, embora as medicações reduzam significativamente o apetite, elas não selecionam a qualidade nutricional dos alimentos consumidos. Por isso, a escolha do que chega ao prato torna-se um fator determinante para a saúde do paciente.

Com a redução do apetite, as refeições passam a ter uma importância nutricional muito maior. O consenso recomenda que o paciente priorize alimentos ricos em proteína antes de outros componentes da refeição, para garantir o aporte necessário em volumes menores de comida.

Por que as proteínas são prioridade no tratamento?

A recomendação geral é buscar uma ingestão entre 1g e 1,5g de proteína por quilo de peso ajustado. O objetivo é garantir ao menos 60g de proteína ao longo do dia, distribuídas entre as diversas refeições.

Entre as principais opções sugeridas estão ovos, leite, iogurte, frango, peixe, carne, feijão, lentilha, grão-de-bico e tofu. Essa estratégia é essencial para preservar a massa muscular durante o emagrecimento, melhorar a saciedade e manter o metabolismo ativo.

O consenso também alerta contra a restrição exagerada de carboidratos. Embora muitas pessoas associem o emagrecimento ao corte radical desse nutriente, a prática pode provocar fadiga, reduzir o desempenho físico e dificultar a ingestão de outros nutrientes essenciais.

Como o consumo de fibras e água deve ser feito?

O consumo de fibras é outro pilar central, com uma meta de ingestão de pelo menos 25g por dia. Para alcançar esse nível, o documento sugere o uso de frutas, verduras, legumes, aveia, sementes e cereais integrais.

As fibras auxiliam no funcionamento do intestino, no controle da glicemia e na saúde da microbiota intestinal. Contudo, como esses medicamentos tornam o esvaziamento do estômago mais lento, o aumento do consumo de fibras deve ser gradual para evitar desconfortos.

A hidratação também exige atenção especial, com uma recomendação média de 2 a 2,5 litros de água por dia. O ajuste desse volume deve depender de fatores como nível de atividade física e condições clínicas individuais.

O risco de desidratação é real, especialmente porque a redução da fome pode diminuir a percepção de sede. Além disso, sintomas como náuseas, vômitos e diarreia, comuns no tratamento, aumentam a necessidade de ingestão de líquidos.

Como lidar com os efeitos colaterais gastrointestinais?

Os sintomas gastrointestinais costumam aparecer no início do tratamento ou no período de aumento das doses. Para quem sofre com náuseas, o consenso sugere refeições menores, menos gordurosas e pratos mais simples ou frios.

No caso de refluxo, a orientação é evitar refeições volumosas no período da noite e não se deitar logo após comer. Já para a constipação (prisão de ventre), destaca-se que não basta apenas aumentar as fibras; é necessário o equilíbrio com a ingestão de líquidos e atividade física.

O consenso reforça que os medicamentos não substituem uma alimentação bem planejada. As orientações servem como base, mas o plano alimentar deve ser individualizado por médicos e nutricionistas para evitar deficiências nutricionais. Procure avaliação profissional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.