Diário Local
Saúde

Anvisa aprova uso de medicamento obinutuzumabe para tratar lúpus em adultos

Medicamento auxilia pacientes com lúpus moderado a grave e ajuda a reduzir o uso prolongado de corticosteroides.

Por Redação Diário Local

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a recomendar o medicamento obinutuzumabe para o tratamento de pacientes adultos com lúpus ativo de intensidade moderada a grave. A indicação é voltada para pessoas que já utilizam tratamento padrão e que apresentam positividade para autoanticorpos.

O obinutuzumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que promove a eliminação massiva e prolongada dos linfócitos B. Essas células possuem um papel central nos processos fisiológicos anormais que levam ao desenvolvimento da doença.

Segundo a Anvisa, o lúpus é uma condição autoimune, crônica e potencialmente grave. A doença é caracterizada pela produção desregulada de autoanticorpos, o que gera inflamações em múltiplos órgãos e sistemas, como pele, articulações, rins, sistema sanguíneo e o sistema nervoso central.

A nova recomendação visa beneficiar uma parcela de pacientes que permanece em estágio ativo constante da doença, mesmo com o uso de terapias convencionais e biológicas. Esses indivíduos costumam sofrer com surtos recorrentes ou com a dependência do uso contínuo de corticosteroides.

A agência destaca que a nova indicação clínica pode reduzir a atividade da doença e diminuir a ocorrência de exacerbações. Além disso, o tratamento possibilita uma redução sustentada na exposição a corticosteroides, medicamentos que possuem efeitos colaterais importantes a longo prazo.

Riscos e complicações do lúpus

O Ministério da Saúde alerta que o lúpus não tratado adequadamente pode provocar complicações graves em diversos tecidos e órgãos, podendo levar o paciente ao óbito. A falência dos rins aparece como uma das principais causas de morte nos primeiros cinco anos após o diagnóstico.

No caso de complicações renais, sintomas comuns incluem irritação, coceira generalizada, dores no peito, falta de ar, náuseas, vômito e edemas. Quando a doença atinge o cérebro, podem ocorrer dores de cabeça, confusão, tontura, mudanças de comportamento, alucinações, convulsões e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

A doença também pode afetar os vasos sanguíneos, causando anemia, riscos de sangramentos e vasculite (inflamação dos vasos). Nos pulmões, pode levar à pleurisia, inflamação que provoca dor ao respirar, enquanto no coração pode haver inflamação de músculos e artérias, elevando as chances de infarto.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.