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Saúde

Mulheres buscam congelamento de óvulos para adiar maternidade e garantir liberdade de escolha

Procedimento de preservação da fertilidade permite adiar a gestação por motivos profissionais ou pessoais, especialmente antes dos 35 anos.

Por Redação Diário Local

A jornalista e apresentadora Maju Coutinho anunciou que está grávida de seu primeiro filho, Malik, fruto de sua união com o marido, Agostinho Paulo Moura, de 61 anos. O anúncio, feito pelas redes sociais, traz de volta ao debate público o tema do congelamento de óvulos como ferramenta para mulheres que buscam conciliar carreira e maternidade.

Em relatos anteriores sobre sua trajetória, a apresentadora mencionou ter realizado o processo de congelamento de óvulos para garantir suas opções reprodutivas. Ela destacou, inclusive, a dificuldade de equilibrar o desejo pessoal com as pressões de uma cultura que cobra a maternidade, além do desafio de realizar tratamentos médicos no ambiente de trabalho.

O caso de Maju reflete uma tendência crescente entre mulheres e figuras públicas que decidem adiar a gestação por motivos pessoais, profissionais, financeiros ou emocionais. O congelamento de óvulos é uma estratégia de preservação da fertilidade que ganha espaço conforme o debate sobre o planejamento familiar se expande.

Diversas personalidades têm compartilhado suas experiências sobre o tema. A ex-BBB Isabelle Nogueira, por exemplo, iniciou o processo após exames indicarem uma reserva ovariana abaixo do esperado para sua idade. Já a atriz Mariana Ximenes relatou ter utilizado a tecnologia para ter tranquilidade em relação ao desejo de ser mãe, apesar de ter 43 anos.

Outros nomes como a cantora Juliette, a atriz Carla Diaz e a cantora Paula Fernandes também relataram o uso do procedimento para garantir liberdade de escolha. No caso de Diaz, a busca pelo sonho da maternidade foi priorizada em relação a compromissos profissionais, como desfiles de Carnaval.

A decisão pelo congelamento costuma ser pautada por exames laboratoriais. Um dos principais marcadores é o hormônio anti-mülleriano (AMH), utilizado para estimar a reserva ovariana e a resposta dos ovários a medicamentos. Níveis baixos desse hormônio podem indicar a necessidade de uma intervenção mais urgente para preservar a fertilidade.

Por que a idade é um fator determinante?

A idade é o principal fator no planejamento reprodutivo, pois a queda na fertilidade feminina começa após os 30 anos e se acentua após os 35. Como a mulher já nasce com todo o estoque de óvulos para a vida toda, o tempo é um elemento crítico para o sucesso do procedimento.

Para aumentar as chances de uma futura gravidez, especialistas indicam que o ideal é realizar o congelamento o mais cedo possível, preferencialmente até os 35 anos. Esse intervalo garante uma maior quantidade e qualidade dos óvulos a serem preservados.

Como funciona o processo de congelamento?

O procedimento completo dura aproximadamente três semanas e envolve etapas que se assemelham às da fertilização in vitro. Inicialmente, a paciente utiliza pílulas anticoncepcionais por uma ou duas semanas para desativar temporariamente os hormônios naturais.

Na sequência, são aplicadas injeções de hormônios por 9 a 10 dias para estimular os ovários e promover o amadurecimento de múltiplos óvulos. Após esse período, os óvulos são removidos por meio de uma agulha inserida na vagina, com auxílio de ultrassom e sob sedação intravenosa, o que torna a etapa indolor.

Os óvulos passam imediatamente por um processo de criopreservação, sendo congelados a uma temperatura de -196ºC. Esse método garante a manutenção do material genético por longo período sem sofrer degradação.

Quando a mulher decide seguir com a gestação, os óvulos são descongelados e submetidos à fertilização in vitro. Durante o processo, um único espermatozoide fertiliza o óvulo e o embrião resultante é transferido para o útero para a continuidade da gravidez.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.