Médicos alertam que cuidados com a saúde do coração começam na gestação
Especialistas destacam importância do pré-natal e de exames precoces para identificar anomalias cardíacas em bebês e crianças.
Por Redação Diário Local
A prevenção de doenças cardiovasculares deve começar ainda na gestação para garantir uma vida saudável desde os primeiros dias de vida. Especialistas alertam que o monitoramento precoce é essencial para identificar anomalias cardíacas, que figuram entre os defeitos de nascimento mais frequentes e uma das principais causas de mortalidade infantil.
O diagnóstico antes do nascimento permite que a família seja orientada e que o parto seja planejado em locais com estrutura adequada para receber o bebê. As cardiopatias congênitas ocorrem, geralmente, pela combinação de fatores genéticos e ambientais que interferem na formação do coração durante as primeiras semanas de gestação.
Como identificar problemas cardíacos em crianças?
Após o nascimento, os primeiros testes para monitorar a saúde cardiovascular devem ser realizados antes da alta hospitalar. Durante o desenvolvimento infantil, as consultas de rotina com o pediatra são momentos cruciais para observar sinais de alerta.
Sintomas como cansaço excessivo e rápido, presença de sopro no coração ou coloração arroxeada na pele são indicadores que podem exigir exames cardiológicos específicos. Além disso, crianças em idade escolar que iniciam esportes competitivos podem passar por avaliações mais aprofundadas.
Atualmente, mais de 90% das crianças com problemas cardiovasculares chegam à idade adulta, reforçando a importância de um acompanhamento contínuo para garantir bem-estar e funcionalidade.
Qual a importância do pré-natal para o coração do bebê?
O acompanhamento gestacional é fundamental porque permite a avaliação do coração do bebê ainda no útero. O ultrassom obstétrico pode levantar suspeitas, enquanto o ecocardiograma fetal permite o estudo detalhado da anatomia e do funcionamento cardíaco.
Dentre os fatores de risco ambientais associados a complicações podem ser citados o diabetes materno sem controle e a exposição a determinados medicamentos durante a gravidez. Já no campo genético, alterações cromossômicas e síndromes podem influenciar a formação do órgão.
O monitoramento deve incluir a ausculta do coração, avaliação dos pulsos, acompanhamento do crescimento e, conforme a idade recomendada, a aferição da pressão arterial nas consultas pediátricas.
