FDA aprova uso de Mounjaro para reduzir risco de ataque cardíaco e derrame em diabéticos
Medicamento da Eli Lilly foi autorizado para reduzir risco de infarto e derrame em adultos com diabetes tipo 2.
Por Redação Diário Local
A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou o uso do medicamento Mounjaro para reduzir o risco de ataques cardíacos ou derrames em adultos com diabetes tipo 2 que possuem alto risco de eventos cardiovasculares. A decisão foi comunicada pela farmacêutica Eli Lilly nesta sexta-feira (28).
A aprovação do fármaco baseou-se em resultados de um estudo comparativo direto. Segundo os dados apresentados pela empresa, o Mounjaro demonstrou ser mais eficaz que o Trulicity — outro medicamento da própria Eli Lilly para diabetes — na redução de riscos de infartos e derrames.
De acordo com as informações do estudo, o Mounjaro apresentou uma redução de 8% a mais na ocorrência de eventos cardíacos adversos graves quando comparado ao Trulicity. O princípio ativo do medicamento atua sobre a proteína GLP-1 e também é utilizado no tratamento para perda de peso.
Nos Estados Unidos, a versão do medicamento indicada especificamente para o combate à obesidade é comercializada sob a marca Zepbound. O novo respaldo da FDA amplia o espectro de aplicação da terapia para pacientes diabéticos com vulnerabilidade cardiovascular.
O anúncio ocorre em um cenário de expansão comercial para a Eli Lilly. Durante o segundo trimestre, as vendas do Mounjaro registraram um aumento de 91%, atingindo o montante de US$ 9,94 bilhões, impulsionadas pela forte demanda nos mercados globais.
A movimentação ocorre em meio à disputa no setor de medicamentos baseados em GLP-1. Em 2024, a FDA concedeu aprovação ao Wegovy, da concorrente dinamarquesa Novo Nordisk, para reduzir riscos cardíacos em adultos com sobrepeso ou obesidade que não possuem diabetes.
A agência reguladora americana também autorizou, em 2025, o uso do Rybelsus, medicamento mais antigo da Novo Nordisk para diabetes, na redução de eventos cardíacos graves em pacientes diabéticos. O movimento reforça a tendência de diversificação de usos para essa classe de fármacos.
Atualmente, tanto a Eli Lilly quanto a Novo Nordisk buscam expandir o alcance de suas terapias. As empresas estão realizando testes para avaliar a eficácia de medicamentos baseados em GLP-1 em diversas condições, que variam de doenças cardiovasculares a distúrbios hepáticos.
