Deficiência de vitamina D afeta mais de 50% dos adultos no Brasil e é considerada 'doença silenciosa'
Carência da vitamina pode causar fadiga, dores ósseas e desmaios, segundo especialistas; níveis baixos são comuns mesmo em países com alta incidência solar.
Por Redação Diário Local
Mais de 50% da população adulta no Brasil apresenta níveis insuficientes ou deficientes de vitamina D, segundo dados da Fiocruz e de estudos clínicos. A carência da substância é considerada uma "doença silenciosa", pois os sintomas costumam ser de difícil identificação e podem passar despercebidos até que o problema se agrave.
A vitamina D é produzida pelo corpo quando a luz ultravioleta do sol atinge a pele, mas também pode ser obtida por meio da dieta — com o consumo de carnes e peixes gordos — ou via suplementos. Mesmo em países com alta incidência solar, como o Brasil, o uso de protetor solar e o hábito de cobrir partes do corpo impactam a capacidade de síntese da vitamina.
A deficiência está diretamente associada a problemas estruturais no esqueleto. Em bebês e crianças, a falta da vitamina pode causar raquitismo; já em adultos, a condição manifesta-se como osteomalácia, que provoca o enfraquecimento ósseo e torna os ossos mais propensos a fraturas.
Quais são os sintomas da deficiência de vitamina D?
Os principais sinais incluem fadiga persistente, fraqueza, dores nas articulações e nos ossos. Em casos mais graves, a carência pode estar relacionada a episódios de desmaios, tontura, náuseas, palpitações e mal-estar súbito.
A endocrinologista pediátrica Suma Uday alerta que o déficit pode "corroer os ossos silenciosamente", deixando-os amolecidos. A médica destaca que a dificuldade de detecção pode levar a diagnósticos errôneos, atrasando o tratamento necessário.
Como prevenir e tratar a falta da vitamina?
O diagnóstico da deficiência é realizado por meio de exames de sangue. Quando identificada a carência ou o risco elevado, médicos podem prescrever a suplementação para regularizar os níveis no organismo.
Além do cuidado individual, especialistas internacionais defendem a ampliação dos critérios de diagnóstico para identificar casos precocemente. Há também o debate sobre o enriquecimento obrigatório de alimentos, modelo já adotado em países como Canadá e Suécia para garantir níveis mínimos na população.
Outro fator de atenção é a variação sazonal e regional. Em períodos de menor exposição solar, como durante o inverno, os níveis da vitamina tendem a cair, o que reforça a necessidade de acompanhamento médico, especialmente para grupos de risco.
