Espírito Santo registra recorde de seis casos de mpox em uma semana e total chega a 17 no ano
Secretaria de Saúde confirma que seis novos registros ocorreram na última semana epidemiológica; todos os casos do ano são de homens.
Por Redação Diário Local
O Espírito Santo registrou 17 casos confirmados de mpox até o início de novembro de 2026, sendo que seis deles ocorreram apenas na última semana epidemiológica. Este é o maior número de novos registros semanais computados no estado durante este ano, informou a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa).
De acordo com a Sesa, todos os 17 pacientes confirmados até o momento são do sexo masculino. Os casos foram distribuídos em sete municípios capixabas: Cariacica, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, Serra, Vila Velha e Vitória.
A maior concentração de infecções em 2026 está na faixa etária de 30 a 39 anos, com seis registros. Na sequência, os grupos de 20 a 29 anos e de 40 a 49 anos apresentam cinco casos cada.
O volume atual de infecções corresponde a pouco menos da metade do que foi registrado no mesmo período de 2025. No ano passado, o Espírito Santo confirmou 38 casos até novembro, sendo 33 em homens e seis em mulheres.
Quais são os sintomas da mpox?
Entre os pacientes monitorados, foram relatados sintomas como febre súbita, erupções cutâneas, fraqueza, dor de cabeça, dor de garganta, ínguas, dores musculares, calafrios e dores nas articulações. A doença pode evoluir com o aparecimento de bolhas que se transformam em lesões com pus e, posteriormente, crostas.
O risco de transmissão praticamente desaparece quando todas as crostas caem e a pele está completamente cicatrizada. Em casos de exposição, o Ministério da Saúde recomenda que a vacinação ocorra, preferencialmente, nos primeiros quatro dias após o contato, podendo ser feita em até 14 dias.
Como ocorre a transmissão da doença?
A principal forma de contágio é o contato direto com as lesões na pele, secreções ou mucosas de pessoas infectadas. O vírus também pode ser transmitido pelo beijo, durante relações sexuais e, em situações de contato próximo e prolongado, por gotículas respiratórias.
Embora a letalidade em surtos globais recentes tenha ficado abaixo de 1%, a mpox pode causar complicações graves em pessoas com imunidade comprometida, como pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados ou pessoas vivendo com HIV sem tratamento adequado.
Quem pode receber a vacina?
A estratégia nacional de vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³. O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre as aplicações.
Também podem receber o imunizante pessoas com contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus. O tratamento padrão foca no controle de dor e febre, mas o antiviral tecovirimat pode ser usado em casos graves.
