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Saúde

Projeto de equoterapia no DF atende 180 crianças com deficiências e transtornos

Iniciativa realizada pelo IFB em parceria com a Secretaria de Educação trabalha equilíbrio, coordenação e socialização de pacientes.

Por Redação Diário Local

Um projeto de equoterapia realizado no Distrito Federal atende atualmente cerca de 180 crianças de forma gratuita. A iniciativa acontece no Campus de Planaltina, por meio de uma parceria entre o Instituto Federal de Brasília (IFB) e a Secretaria de Educação do DF (SEE-DF).

O método terapêutico e educacional utiliza o movimento dos cavalos para estimular o desenvolvimento físico, psicológico e social de pacientes com diferentes condições, incluindo autismo, síndrome de Down, paralisia cerebral, síndrome de Rett, depressão, acidente vascular cerebral (AVC) e distrofia muscular.

As sessões têm duração de aproximadamente 50 minutos e são realizadas uma vez por semana. Durante as atividades, a equipe trabalha aspectos fundamentais como equilíbrio, postura, coordenação motora, controle corporal, comunicação e socialização.

Como funciona a terapia com cavalos?

O diferencial do método é o movimento tridimensional produzido pelo cavalo durante a caminhada. O animal realiza movimentos para frente e para trás, para os lados e para cima e para baixo, gerando estímulos que auxiliam no trabalho de equilíbrio e postura.

A escolha do animal não é aleatória. De acordo com o coordenador do projeto e educador físico Luciano Cedraz, o temperamento do cavalo é levado em conta para que a atividade seja adequada às necessidades de cada criança, podendo o animal servir para acalmar um participante agitado ou estimular um apático.

Além do suporte físico, a equipe utiliza estratégias pedagógicas, como brincadeiras e atividades em dupla, para estimular a convivência e as habilidades sociais entre os participantes.

Quem pode participar e como ingressar?

O atendimento é voltado para pessoas com deficiências e transtornos diversos. Atualmente, cerca de 80% dos beneficiados são encaminhados pela Secretaria de Educação do DF (SEE-DF), enquanto os outros 20% são estudantes dos cursos técnicos e superiores do próprio IFB.

O ingresso no projeto exige uma avaliação médica inicial. Após o profissional de saúde indicar a participação e apontar os objetivos a serem trabalhados, a documentação é enviada para a equipe, que realiza avaliações pedagógica e psicomotora.

Após a aprovação técnica, a criança entra em uma lista de espera, cujo tempo pode chegar a um ano e meio. O plano de atendimento elaborado pela equipe tem duração de aproximadamente seis meses, com estratégias e cuidados específicos para cada caso.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.