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Saúde

Exames de sangue conseguem identificar Alzheimer em pessoas com síndrome de Down

Pesquisa mostra que testes de sangue têm desempenho similar a exames complexos para detectar marcadores da doença em pacientes.

Por Redação Diário Local

Exames de sangue podem identificar alterações associadas à doença de Alzheimer em pessoas com síndrome de Down. Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia avaliaram a capacidade de biomarcadores presentes no sangue para detectar a condição, oferecendo uma alternativa menos invasiva de avaliação.

O estudo analisou proteínas específicas relacionadas ao desenvolvimento do Alzheimer, como a tau fosforilada (p-tau217) e a beta-amiloide. Os resultados indicam que esses marcadores biológicos podem contribuir para o diagnóstico da doença.

De acordo com os pesquisadores, os testes de sangue apresentaram desempenho compatível com métodos de investigação clínica mais complexos. Entre os exames comparados estão a análise do líquido cefalorraquidiano e a tomografia por emissão de pósitrons (PET).

Por que o risco de Alzheimer é maior na síndrome de Down?

A predisposição ocorre devido à presença de uma cópia extra do cromossomo 21. É nesse cromossomo que está localizado o gene APP, responsável pela produção da proteína precursora da beta-amiloide.

Esse mecanismo biológico favorece o acúmulo de placas amiloides no cérebro durante o processo de envelhecimento. Estudos apontam que praticamente todas as pessoas com síndrome de Down apresentam alterações cerebrais características da doença a partir da meia-idade.

Dados indicam que cerca de 90% dos indivíduos com a síndrome desenvolvem demência por Alzheimer ao longo da vida. Esse fator torna a população com síndrome de Down uma das mais afetadas pela condição.

Como o diagnóstico precoce pode ajudar?

A utilização de exames de sangue pode facilitar a identificação precoce de alterações relacionadas ao Alzheimer. A aplicação do método busca ampliar o acesso a diagnósticos de forma mais prática do que os processos atuais.

Segundo os pesquisadores, a detecção antecipada permite um acompanhamento clínico mais ágil. Além disso, a identificação precoce auxilia na seleção de participantes para estudos científicos focados em novos tratamentos e intervenções.

Procure avaliação médica.

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