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Saúde

Fezolinetanto é aprovado pela Anvisa para tratar ondas de calor na menopausa sem uso de hormônios

Medicamento aprovado pela Anvisa atua no controle da temperatura corporal e apresenta redução de até 64% na frequência dos fogachos.

Por Redação Diário Local

O medicamento fezolinetanto, aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), surge como uma nova opção para o controle de sintomas vasomotores moderados a intensos associados à menopausa. A alternativa atua no tratamento de ondas de calor (fogachos) sem a necessidade de utilizar hormônios.

Diferente da terapia hormonal tradicional, que busca substituir o estrogênio, o fezolinetanto atua diretamente no cérebro. O mecanismo de ação bloqueia os receptores responsáveis pela regulação do centro de controle da temperatura corporal, mitigando a ocorrência das crises de calor.

Como o medicamento atua no organismo?

O foco do tratamento não hormonal é evitar a interferência direta nos níveis de estrogênio da paciente. Ao atuar no sistema nervoso central para regular a temperatura, o remédio consegue reduzir a frequência e a intensidade dos sintomas sem os riscos ou limitações associados à reposição hormonal direta.

Estudos clínicos que avaliaram a eficácia do fármaco incluíram mais de 3 mil mulheres. Os resultados indicaram que, na dosagem de 45 mg, houve uma redução de aproximadamente 55% na frequência dos fogachos após quatro semanas de uso. Após 12 semanas, a redução chegou a cerca de 64%.

Além do controle térmico, os pesquisadores observaram melhorias em aspectos ligados ao sono e à qualidade de vida, uma vez que a interrupção causada pelas ondas de calor costuma prejudicar o descanso noturno e a disposição diária.

Por que existem opções não hormonais?

A terapia hormonal continua sendo considerada um tratamento eficaz para mulheres que possuem indicação clínica e não apresentam contraindicações. No entanto, nem todas as pacientes podem optar por esse caminho.

Mulheres com histórico de câncer hormônio-dependente, pacientes com alto risco cardiovascular ou aquelas que por opção pessoal preferem evitar hormônios podem ter limitações para o tratamento convencional. É nesse grupo que as novas alternativas terapêuticas ocupam um papel fundamental.

A escolha do método de tratamento deve ser sempre personalizada. Médicos devem considerar a intensidade dos sintomas, o histórico de saúde, os fatores de risco, a saúde óssea e as necessidades de cada paciente para garantir um manejo seguro e eficaz da fase da menopausa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.