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Saúde

Justiça suspende reabertura do Hospital Maria Amélia Lins em Belo Horizonte

Decisão interrompe ordem de reativação do bloco cirúrgico e de 41 leitos da unidade em Belo Horizonte após recurso do Estado.

Por Redação Diário Local

A Justiça de Minas Gerais decidiu manter o fechamento do Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), em Belo Horizonte, e suspendeu a ordem que determinava a reabertura integral da unidade. Com a decisão, fica interrompida a determinação para reativar o bloco cirúrgico e os 41 leitos do hospital.

A nova decisão suspende a ordem anterior, que havia sido confirmada em julho pelo juiz Wenderson de Souza Lima, da 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte. O magistrado havia atendido a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para garantir o funcionamento da estrutura.

O MPMG argumentou que a redução dos serviços no Maria Amélia Lins causou sobrecarga no Hospital João XXIII. Segundo o órgão, a mudança impactou o sistema de saúde com aumento da demanda, casos de superlotação e cancelamento de cirurgias na unidade afetada.

Historicamente, o Maria Amélia Lins funcionava como retaguarda para atendimentos de trauma e ortopedia. Na decisão que agora foi suspensa, a Justiça entendeu que o Hospital João XXIII não possuía estrutura suficiente para absorver toda a demanda que era atendida pela unidade desativada.

Ao analisar o recurso apresentado pelo governo de Minas Gerais, o tribunal entendeu que o Estado possui autonomia para organizar a rede pública de saúde. O governo defendeu que a transferência dos atendimentos para outras unidades foi planejada para melhorar a assistência e que não houve prejuízo aos pacientes.

O tribunal também considerou que uma ordem de reabertura imediata poderia causar graves impactos financeiros e operacionais no sistema de saúde mineiro. Por esse motivo, a reativação do hospital fica suspensa até que ocorra o julgamento final do caso.

Por que a reabertura foi suspensa?

A suspensão ocorreu porque a Justiça reconheceu a autonomia do Estado para gerir sua rede de saúde e avaliou riscos financeiros. O governo de Minas e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) sustentam que a reorganização busca eficiência e racionalização dos recursos públicos.

Entenda o caso

O impasse teve início em janeiro de 2025, quando o bloco cirúrgico do Hospital Maria Amélia Lins foi fechado. O Ministério Público questionou a medida alegando que a rede de saúde perdeu capacidade de atendimento essencial para casos de urgência e ortopedia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.