Mato Grosso do Sul tem a 3ª maior taxa de mortalidade por doenças do coração no país
Estado registra 220,4 óbitos por problemas cardíacos para cada 100 mil habitantes, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Por Redação Diário Local
Mato Grosso do Sul possui a terceira maior taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares do Brasil, com 220,4 óbitos para cada 100 mil habitantes. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (16) pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
O estado sul-mato-grossense fica atrás apenas de Alagoas, que apresenta 245,5 mortes por 100 mil habitantes, e do Amapá, com 225,1. No cenário nacional, o ritmo de fatalidades é acelerado, com a estimativa de que uma pessoa morra a cada 72 segundos devido a problemas no coração e no sistema circulatório.
Para realizar o monitoramento desses indicadores, a SBC utiliza o Cardiômetro, uma ferramenta desenvolvida em parceria com a Federação Mundial do Coração (WHF). O sistema reúne dados históricos de mortalidade e utiliza projeções estatísticas para acompanhar a evolução das doenças no país.
Até esta sexta-feira (16), o Cardiômetro registrou uma estimativa de 318.945 mortes por causas cardiovasculares em todo o Brasil desde o início de 2026. O número representa uma média estimada de 1.194 óbitos por dia, o que equivale a aproximadamente 50 mortes por hora.
Apesar de as taxas de mortalidade terem apresentado redução nas últimas décadas, a entidade projeta um cenário de alerta para o futuro. Se as tendências observadas nos últimos 20 anos se mantiverem, o número absoluto de mortes poderá subir 10,8% até o ano de 2030.
De acordo com as projeções da SBC, o total anual de vítimas pode passar de 417.550 óbitos, registrados em 2024, para 462.573 em 2030. O crescimento de casos preocupa especialistas pela necessidade de intervenções contínuas na saúde pública.
Como prevenir doenças cardiovasculares?
Como estratégia para conter o avanço desses índices, a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda o controle rigoroso de condições como a hipertensão arterial (pressão alta) e o diabetes. O combate ao tabagismo, ao sedentarismo e à obesidade também é apontado como medida essencial.
Além dos hábitos de vida, a instituição ressalta que o fator tempo é determinante em situações de emergência. O atendimento médico rápido em casos de infarto e de acidente vascular cerebral (AVC) é fundamental para reduzir o risco de morte e sequelas.
