Menino de 9 anos com doença rara recebe transplante de medula de doador alemão
Arthur Barão Massan, de 9 anos, foi diagnosticado com anemia de Fanconi e encontrou doador a mais de 10 mil km de distância.
Por Redação Diário Local
O menino Arthur Barão Massan, de 9 anos, recuperou a saúde após realizar um transplante de medula óssea com um doador residente na Alemanha. Morador de Curitiba, no Paraná, o paciente foi diagnosticado com anemia de Fanconi, uma síndrome genética rara que compromete a produção de células sanguíneas pela medula óssea.
A busca por um doador compatível teve início em 2023, logo após o diagnóstico da doença. A família realizou a inscrição de Arthur no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), que é responsável por localizar doadores em território nacional e no exterior.
O material biológico foi doado por Florian Weiand, um alemão de 25 anos. A medula percorreu uma distância superior a 10 mil quilômetros até chegar ao Paraná para o procedimento, que ocorreu em 2024.
Desde o sucesso do transplante, Arthur mantém uma rotina saudável. O paciente passou a ser chamado pela família de "irmão alemão" em referência ao doador, e segue realizando consultas de rotina para o acompanhamento de seu estado de saúde.
Como funciona a doação de medula no Brasil?
No Brasil, o cadastro de voluntários para doação de medula óssea é gerenciado pelo Redome. O registro é coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e funciona como um banco de dados para busca de compatibilidade.
Para se tornar um doador voluntário, é necessário ter idade entre 18 e 35 anos e estar em boas condições de saúde. Os interessados devem procurar um hemocentro habilitado para iniciar o processo de cadastro.
O sistema de busca do Redome permite que, quando uma necessidade é registrada, o órgão realize pesquisas tanto dentro quanto fora do Brasil para encontrar doadores que correspondam ao perfil genético do paciente.
