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Saúde

Oscilação de temperatura pode agravar problemas respiratórios e crises de asma

Variações bruscas de temperatura podem irritar as vias aéreas e intensificar sintomas de asma, rinite e sinusite, segundo especialista.

Por Redação Diário Local

A sucessão de temperaturas com manhãs frias, tardes quentes e noites de queda térmica pode provocar irritação nas vias aéreas e aumentar a produção de secreção. A mudança brusca de temperatura pode desencadear crises em pessoas que já convivem com asma, rinite, sinusite ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

O ar frio e, muitas vezes, mais seco interfere nos mecanismos naturais de proteção do nariz e dos brônquios. O organismo precisa trabalhar para aquecer e umidificar o ar antes que ele alcance os pulmões, o que pode causar tosse, chiado, falta de ar e congestão nasal em pessoas sensíveis.

É importante destacar que a mudança de temperatura não causa gripe ou resfriado, que são doenças virais. O clima pode, no entanto, irritar a mucosa respiratória e tornar os sintomas de alergias ou doenças pulmonares mais intensos.

Quais são os riscos para grupos específicos?

O cuidado deve ser maior entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas. Esses grupos têm maior dificuldade de adaptação às oscilações ambientais e podem apresentar um agravamento mais rápido dos sintomas.

No caso de idosos, o risco de complicações aumenta quando existem outras condições associadas, como problemas cardiovasculares. Além disso, a tendência de manter portas e janelas fechadas nos dias mais frios facilita a circulação de vírus em ambientes pouco ventilados.

O que dizem os dados de internação?

Dados da Secretaria da Saúde do Espírito Santo mostram que, em 2024, o estado registrou 15.926 internações pelo SUS por doenças respiratórias. Desse total, mais de 60% (9.704 hospitalizações) ocorreram entre os meses de abril e setembro.

Além do fator térmico, a combinação de ar seco, ambientes fechados e o contato com agentes como poeira, ácaros e mofo — presentes em casacos e cobertores guardados — atua como gatilho para pacientes asmáticos ou alérgicos.

Como prevenir agravamentos?

Para reduzir os efeitos das oscilações, as orientações incluem o uso de roupas que possam ser retiradas ou acrescentadas ao longo do dia, manter a hidratação corporal e a higienização de roupas de frio e cobertores antes do uso. A lavagem nasal com soro fisiológico também auxilia na hidratação da mucosa.

Pacientes com doenças pulmonares crônicas devem manter o uso correto da medicação prescrita, evitando o erro de interromper o tratamento preventivo durante períodos de melhora e recorrer apenas à medicação de alívio durante as crises.

Quando procurar atendimento médico?

Sinais como falta de ar, chiado persistente, dor no peito, febre que não melhora, coloração arroxeada nos lábios, confusão mental ou dificuldade para realizar atividades simples indicam a necessidade de avaliação médica.

Crianças pequenas e idosos merecem atenção urgente, pois podem não conseguir expressar claramente o agravamento do quadro. Deve-se buscar ajuda imediata se o paciente apresentar esforço para respirar, não conseguir completar uma frase, apresentar sonolência fora do habitual ou se a medicação prescrita não oferecer mais o alívio esperado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.