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Saúde

Tutores de gatos sem raça definida devem manter rotina de exames e nutrição adequada

Dados mostram que animais SRD representam 86% dos gatos no Brasil, mas mitos sobre imunidade podem atrasar tratamentos.

Por Redação Diário Local

Nesta quarta-feira (31), data em que se comemora o dia do animal sem raça definida (SRD), médicos-veterinários alertam que a falsa ideia de que gatos vira-latas são imunes a doenças pode comprometer a medicina preventiva. A falta de sintomas aparentes pode esconder problemas graves que exigem exames de rotina, como vacinação, castração, vermifugação e avaliações bucais periódicas.

De acordo com o levantamento PetCenso 2025, realizado com base em mais de 1,8 milhão de animais, os gatos sem raça definida representam 86% dos felinos nos lares do Brasil. Apesar da ampla presença, especialistas indicam que muitos tutores acabam subestimando cuidados básicos por acreditarem em uma resistência física superior desses animais.

A médica-veterinária Mayara Andrade reforça que os gatos SRD têm as mesmas necessidades de saúde que qualquer outro felino, independentemente da carga genética. Para garantir bem-estar e longevidade, o acompanhamento médico deve ser constante e preventivo.

Por que a alimentação correta é essencial para gatos SRD?

A nutrição adequada é um pilar para garantir que o animal tenha uma vida longa e boa saúde renal. Segundo a veterinária, oferecer restos de comida humana ou rações de baixa qualidade sob a justificativa de que o animal é "mais forte" pode gerar quadros de obesidade e comprometer órgãos vitais.

Ingredientes de qualidade garantem nutrientes essenciais para a manutenção de músculos, pele, pelagem, sistema imunológico e trato urinário. O investimento em uma nutrição de qualidade reflete diretamente na fase de velhice do pet.

Além da alimentação sólida, a hidratação exige atenção especial. A recomendação é estimular o consumo de água por meio de fontes e do uso de alimentos úmidos, como sachês, para prevenir problemas renais, que são comuns na espécie.

O que considerar ao adotar um gato?

A adoção de animais sem raça definida ajuda a reduzir o abandono e a superlotação em abrigos, mas exige planejamento prévio sobre o orçamento e a estrutura da residência. O tutor deve considerar o tempo disponível, a segurança de janelas e a capacidade de arcar com emergências médicas.

O compromisso com o bem-estar do pet é de longo prazo, podendo durar mais de 15 anos. A médica-veterinária Mayara Andrade pontua que a decisão deve ser vista como um compromisso afetivo e financeiro de longo prazo, destacando a sinceridade do vínculo formado após o acolhimento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.